DF: Sem previsão de entrega, GDF quer concluir obras de mobilidade previstas em Taguatinga

Viaduto na entrada de Taguatinga será ampliado
Por Rafael Martins

A nova gestão do GDF quer destravar as obras de mobilidade previstas em Taguatinga, como o alargamento do viaduto na entrada da cidade, na interseção com o Pistão; e o túnel sob a Avenida Central. Ambas as intervenções estão inseridas no projeto do corredor Eixo Oeste, que ligará Ceilândia ao Plano Piloto, passando por Taguatinga.

O alargamento do viaduto começou em fevereiro de 2017, porém por algumas vezes teve as obras suspensas por erros no projeto. De acordo com levantamento da Secretaria de Infraestrutura e Serviços Públicos, cerca de 135 mil veículos transitam no trecho diariamente. 

Ao DF1, a Secretaria de Obras disse que não há previsão de retomar as obras, mas que o projeto de alargamento do viaduto foi readequado e está em análise na Controladoria Geral e Procuradoria para aprovarem os custos. "Os problemas identificados foram corrigidos, e isso gerou um aditivo ao contrato que extrapola o permitido por lei, e por isso tem que haver a aprovação do orçamento pelos órgãos de controle para dar sequência ao trabalho", disse o secretário adjunto da pasta, Luciano Carvalho.

O alargamento será no meio do viaduto e terá 1.236 metros quadrados. Quando lançada em 2017, a obra estava orçada em R$ 4,7 milhões, cujos recursos foram provenientes da Caixa Econômica, responsável por 95% do financiamento, enquanto o GDF teria que arcar com 5%. Com a revisão do projeto, as intervenções devem chegar a R$ 6 milhões.

Outra obra de mobilidade em Taguatinga é a construção de um túnel de 830m sob a Avenida Central, travada desde 2016. Isto porque há uma disputa jurídica em curso no qual o terceiro colocado na licitação - Consórcio Túnel Taguatinga que tem a Odebretch como consorciada - contesta a capacidade técnica do vencedor, o Consórcio Novo Túnel. Na ocasião, o Tribunal de Contas também havia pedido a suspensão do contrato entre o consórcio vencedor e o GDF.

No último dia 14/01, a Novacap requereu a dilatação do prazo da licença ambiental para as obras do túnel, enquanto não se chega a um desfecho na esfera jurídica. O IBRAM, contudo, ainda não se manifestou a respeito da renovação da licença.

Previsto no Plano Diretor de Transporte Urbano (PDTU/DF), a implantação de um túnel na Av. Central tem por objetivo retirar o fluxo de tráfego de passagem para Ceilândia do centro comercial de Taguatinga, além do projeto propor uma readequação da Av. Central com a passagem da pista do BRT. O túnel terá pista dupla com canteiro central e três faixas de rolamento por sentido de tráfego entre a EPTG/Pistão e a Avenida do Estádio.



A região central de Taguatinga sofre com congestionamentos diários nos horários de pico, conforme o fluxo pendular característico do Distrito Federal. A Avenida Central desempenha um importante papel de ser uma via de ligação entre Ceilândia à EPTG, mas também configura-se como um polo gerador de viagens (PGV) em função das rede comercial, bancária e de serviços ao longo da avenida. Cabe destacar que Taguatinga reúne o segundo maior número de postos de trabalho do DF, onde as atividades econômicas da região estão dispostas ao longo do Pistão Sul, e das avenidas Samdu, Comercial e Central, além da Hélio Prates - que também é o PGV de Ceilândia.

Estas duas obras são fundamentais para dar sequência ao projeto do BRT Oeste, dado que o vetor representa 53% da demanda de transporte coletivo para o Plano Piloto.


O projeto total para o Eixo Oeste é de 38,7 quilômetros de extensão. O corredor beneficiará diretamente a população de Águas Claras, Ceilândia, Guará, Samambaia, Taguatinga e de Vicente Pires, além das áreas adjacentes ao Plano Piloto.  Mediante à consolidação do sistema integrado de transporte já existente, Brazlândia também será beneficiada com o BRT Oeste, assim como Águas Lindas de Goiás (neste caso com a implantação da integração operacional, tarifária e institucional).