DF: Viação Piracicabana e UnB firmam parceria para estudos de mobilidade sustentável

Por Rafael Martins com informações da Ascom/Piracicabana DF

A situação da mobilidade urbana no Distrito Federal, segundo o prognóstico para 2020 do Plano Diretor de Transporte Urbano e Mobilidade do Distrito Federal – PDTU/DF, conhecido como Brasília Integrada à época de sua elaboração e tramitação na Câmara Legislativa, não é a mais otimista.

A ausência de investimentos previstos no Plano traria um cenário de colapso para a mobilidade do DF, com reflexos diretos no transporte coletivo, como a queda de demanda, lentidão dos ônibus, uma rede de linhas mais extensas devido ao espraiamento urbano que se agrava dado ao modelo operacional estruturado em linhas diretas, acentuando o desequilíbrio econômico-financeiro dos contratos de concessão com impacto direto na tarifa, refletindo na capacidade de investimento dos operadores do transporte; além dos impactos ambientais dado ao aumento do uso em larga escala do automóvel.

As cidades então precisam investir em um coquetel integrado de medidas que incluam a melhoria na conectividade do transporte coletivo, implementação de um sistema de ônibus expressos (BRT), corredores de ônibus, ciclovias, políticas de gerenciamento de tráfego como rodízios, restrição de estacionamentos ou até pedágio urbano.

Atualmente, o Distrito Federal apresenta um dos maiores índices de motorização do país, com 1,75 carro por habitante. Em um cenário de restrição orçamentária para tocar as obras previstas no PDTU, a capital do país vive um desafio para encontrar outras soluções que destravem sua imobilidade. Diante disto, a Viação Piracicabana e a UnB firmaram uma parceria inédita com o objetivo de desenvolver programas, projetos e ações visando o estudo da melhoria dos processos de mobilidade.

De acordo com a Piracicabana, as instituições planejam a realização de eventos científicos e tecnológicos; o desenvolvimento de estudos nas áreas de desenvolvimento institucional; pesquisas com veículos elétricos; estudos de controle da emissão de poluentes e outros temas que envolvam transporte, mobilidade, meio ambiente e tecnologia. O acordo vai beneficiar os alunos da universidade, empresa e população.

"A característica do nosso grupo é a inovação e a tecnologia. Toda a nossa frota [no Distrito Federal] é abastecida com biodiesel, nós também temos os carros B-20 e os dois veículos 100% elétricos que para nós é uma novidade, e vem em boa hora esta parceria com a UnB. Nós consideramos a parceria privada com o governo e a faculdade um início de uma nova era", discursou Fausto Mansur, diretor da Piracicabana DF.

Desde 29 de agosto, o primeiro ônibus elétrico de Brasília circula na linha 110, entre a Rodoviária do Plano Piloto e a UnB; enquanto o segundo veículo atende a linha 109 desde 23 de setembro. 

Na UnB, funciona a primeira estação de carregamento de veículos elétricos da capital, localizada entre os blocos F e G do estacionamento da Faculdade de Tecnologia. Nele podem ser carregados qualquer veículo elétrico, em tomadas por meio de um carregador específico. O tempo médio de recarga do ônibus da Piracicabana é de 4h, com autonomia de 250 km. Dentre os benefícios para o meio ambiente, destaca-se que um único ônibus deixa de emitir na atmosfera quase 47 toneladas de CO² por ano, o que equivale ao plantio de 343 árvores.