DF: Rodoviários decidem sobre greve em assembleia neste domingo (23)

Urbi - 333905
Por Rafael Martins

O Sindicato dos Rodoviários vai realizar neste domingo (23), no Conic, uma assembleia geral às 9h para uma possível deflagração de greve a partir de meia-noite desta segunda (24). Entre as reivindicações dos trabalhadores estão correção salarial de 7%, reajuste de 10% no tíquete alimentação e cesta, e Participação nos Lucros e Resultados (PLR). A categoria reivindica também a extensão do plano de saúde dentário aos dependentes, licença-maternidade de seis meses com estabilidade de um ano, e lincença-paternidade de 10 dias.

Em relação ao salário, empresas ofereceram um aumento de 2,7%. Na reunião feita na última quinta-feira (20) entre o sindicato e os empresários, a categoria recusou todas as propostas. A principal divergência está na terceirização dos serviços.

“Eles falam em terceirizar começando pela manutenção dos nossos serviços. Mas, certamente, essa prática vai chegar até a administração. E isso vai gerar uma série de problemas para a categoria, como o desemprego. Isso porque, para ter lucro, as empresas terceirizadas vão reduzir os postos de trabalho. E, além do desemprego, essa redução vai gerar uma jornada ainda mais longa para quem ficar”, avalia o dirigente do Sindicato dos Rodoviários, Saul Araújo, em declaração à CUT Brasília.

Decisão do TRT detemina circulação de frota mínima para as cinco empresas em caso de greve

A desembargadora Maria Regina Machado Guimarães, concedeu nesta terça-feira (18) liminar que determina circulação de 80% dos ônibus da Piracicabana e Urbi, em caso de greve.

No dia seguinte (19), deferiu liminar em favor da Expresso São José, Viação Marechal e Viação Pioneira para que o Sindicato dos Rodoviários mantenha em operação a frota mínima de 80% durante a greve nos horários de pico (5h às 9h30; 11h às 13h; e das 15h às 19h30). Em caso de descumprimento, o Sindicato deverá pagar multa de R$ 100 mil por dia; inclusive se houver paralisações relâmpagos.

Ao conceder a tutela de urgência, a desembargadora salientou que "a grave ameaça de paralisação da atividade essencial desenvolvida pelos requerentes, consistente no transporte coletivo diário de milhares de passageiros, implica em prejuízo direto à população do Distrito Federal, de molde a evidenciar a probabilidade do direito por elas invocado e o perigo de dano, nos termos previstos no artigo 300 do NCPC".

No pedido inicial, as três empresas pediram à Justiça que o Sindicato dos Rodoviários deveria manter 90% da frota regular e de reforço em circulação nos horários de pico, sob pena de multa de R$ 150 mil reais em caso de descumprimento, inclusive nas paralisações relâmpagos.

Na decisão, a presidente do TRT se colocou à disposição para intermediar eventual negociação entre as partes