DF: Dezesseis empresas de transporte perdem linhas após grande investigação da Controladoria-Geral

Investigação feita pela Controladoria-Geral do Distrito Federal aponta pelo menos 16 empresários como responsáveis pelo desvio de R$ 43,1 milhões na bilhetagem eletrônica do DFTrans. A informação foi confirmada ao G1 e à TV Globo nesta terça-feira (21).

Segundo o relatório, esses empresários atuavam como permissionários de linhas rurais no DF. Ao todo, o prejuízo estimado nas contas públicas é de R$ 80 milhões.

O valor é referente a uma suposta fraude no uso de créditos de vale-transporte em linhas operadas por 28 permissionários que atendem as áreas rurais de Brazlândia, Paranoá, Sobradinho, Lago Oeste, Planaltina e Gama. As investigações foram batizadas como operação Trickster.

O DFTrans afirmou que do total de pessoas apontadas como suspeitas de fraudar o sistema nos últimos quatro anos, 16 já foram afastadas. Os outros 12 permissionários seguem operando as linhas, pelo menos, até novembro. Estes 12, somados, teriam desviado R$ 37 milhões.

O diretor-geral do DFTrans, Marcos Tadeu de Andrade, diz que uma tomada de contas já está em andamento na Controladoria-Geral do DF para reaver o valor desviado. "Nossa expectativa é recuperar o máximo que nós pudermos em relação a esses montantes. A gente reconhece que não é um procedimento fácil de ser feito", diz.

Na tentativa de resgatar esses milhões, o órgão passou a reter, desde março, 30% do faturamento dos 12 permissionários que continuam na ativa. Desde então, R$ 1,35 milhão voltou aos cofres do DFTrans. A quantia representa 16,8% do total de R$ 80 milhões desviados.

Os empresários apontados como suspeitos de fraudes são responsáveis por 13 linhas em áreas rurais do DF. Após as investigações, o DFTrans tomou a frente para promover a substituição dos permissionários. As linhas foram assumidas em 4 de agosto por empresas convencionais, que já faziam o transporte nessas cidades.

Em relação ao tempo de afastamento dos empresários suspeitos que continuam na ativa, o gestor do DFTrans afirma que eles seguem vinculados ao órgão pelos próximos meses, já que "não dá para tirar todos de uma vez só".

"Várias áreas do DF seriam prejudicadas sem a prestação do transporte coletivo. Então, a medida que nós estamos adotando é racional, e usando a racionalidade como um dos fundamentos para as medidas adotadas pelo DFTrans."

Fonte: G1 DF