DF: Biometria facial da Viação Marechal identifica diariamente 1,3 mil fraudes em Passe Livre Estudantil

Por Rafael Martins

O sistema de biometria facial identificou em 2018, em média, 1.350 fraudes/dia por uso indevido do Passe Livre Estudantil apenas nas linhas da Viação Marechal, conforme revelou reportagem exibida hoje (13) pela TV Globo.

Na sede da empresa, em Taguatinga Sul, uma equipe analisa as imagens produzidas por biometria, e os laudos são enviados para o DFTrans. São cerca de 9 mil verificações por dia na Marechal. Caso a fraude seja constatada, os cartões são bloqueados após a notificação enviada pelo DFTrans. A partir do aviso, os usuários precisam procurar o órgão para dar explicações e se defender. O prazo total são 20 dias.

Em 2018, 14,5 mil cartões foram bloqueados por irregularidades identificadas no sistema de biometria, porém, 204 tiveram o recurso aceito e tiveram o benefício retomado. Segundo o DFTrans, quantidade de erros na análise das imagens da biometria é baixa.

Além do Passe Livre Estudantil, outro benefício também registra um elevado número de cartões suspensos: o passe livre para deficientes. 

Conforme revelou a TV Globo no início deste mês, 29 mil cartões dessa categoria de gratuidades continuam suspensos. O DFTrans alegou que os beneficiários não apresentaram a documentação exigida para continuar a ter a gratuidade no transporte coletivo, sendo assim a medida de suspensão, prevista em lei, foi tomada para evitar fraudes, gerando uma economia de R$ 20 milhões/mês aos cofres do Buriti.

Segundo o DFTrans, apenas 7 mil atualizaram o cadastro do Bilhete Único +Especial, cartão destinado aos deficientes. À emissora, o diretor da autarquia, Marco Tadeu, explicou que o sistema está aberto a qualquer momento para os beneficiários atualizarem os dados cadastrais e não terem o cartão suspenso. Quem precisar atualizar, pode fazê-lo no site do Bilhete Único.

Entenda como funciona a biometria facial

Acima dos validadores, onde os passageiros passam o cartão, são instaladas câmeras que captam imagens de quem passa pela catraca. Por meio de um software, elas são comparadas com as fotos cadastradas no sistema.

Quando o programa detecta automaticamente divergências — ou seja, alerta que as imagens não coincidem —, um analista do Transporte Urbano do Distrito Federal (DFTrans) avalia se há um caso de fraude.

Se confirmada a irregularidade, o benefício é suspenso, e abre-se um processo administrativo em que o usuário tem direito ao contraditório e ampla defesa. De acordo com a secretaria, se ainda assim os esclarecimentos forem insatisfatórios, o cartão é bloqueado.