DF: Biometria em ônibus bloqueia quase 14 mil cartões de passe livre em 3 meses

A utilização da biometria facial nos ônibus do Distrito Federal levou à suspensão de 13.929 cartões de passe livre em apenas três meses – em média, um a cada nove minutos.

A tecnologia, que passou a funcionar em todas as linhas urbanas da capital em abril, analisa o rosto do passageiro que passa pela catraca do ônibus e, assim, facilita a descoberta de fraudes.

"Muitos usuários estavam passando o cartão de forma indevida. Nós temos que lembrar que essa gratuidade é mantida pelo poder público, com recursos do orçamento do governo", disse o diretor-geral do DFTrans, Marcos Tadeu de Andrade.

Como funciona

Para utilizar o passe livre, os usuários com direito a não pagar passagem – estudantes, idosos e pessoas com deficiência – tiveram de passar por um cadastro de biometria facial.

A tecnologia é ativada cada vez que o passageiro passar o cartão no validador. O sistema, então, faz a leitura facial da pessoa e compara com a foto do usuário mantida no sistema do DFTrans para verificar se ela é, de fato, a dona do cartão.

Se ela não for, o passe livre é bloqueado e o passageiro recebe 10 dias para apresentar recurso e provar que era ele. Se não recorrer ou perder o recurso, deixa de ter o direito à gratuidade.

Só em julho, foram bloqueados 2.868 cartões. Cerca de 10% das pessoas recorreram, e apenas oito cartões foram desbloqueados, segundo o DFTrans.

O início da análise dos dados gerados pela biometria foi uma das medidas tomadas pelo DFTrans após a operação Trickster, deflagrada em março, que desmascarou fraudes e levou ao meno 30 pessoas para a prisão.

Fonte: G1 DF