DF: TCB anuncia pregão para manter frota

A TCB, empresa de ônibus do governo do Distrito Federal, anunciou que vai abrir uma licitação de R$ 1,79 milhão para manutenção da frota. Se o pregão for finalizado, será o primeiro contrato do tipo nos 57 anos da estatal.

O anúncio foi publicado no Diário Oficial de 15 de maio. Pela descrição, o serviço será de “manutenção preventiva, corretiva e assistência técnica” na frota de 61 veículos, que começa a vencer em 2019 e deve ser renovada.

A estatal possui uma área de revisão dos veículos e quatro mecânicos no quadro de servidores. A companhia diz que o número não é suficiente e afirma que a quantidade coloca em risco as operações.

“O efetivo de funcionários da TCB, responsável pelo setor de manutenção, possui quantitativo muito aquém da necessidade da empresa e falta de capacidade técnica, podendo ocasionar iminentes falhas operacionais, conforme informação da Diretoria Técnica.”

Valor do contrato x ônibus novos

Com o valor do contrato, R$ 1,79 milhão, seria possível comprar três ônibus novos e ainda sobraria dinheiro. Em 2017, quando a TCB adquiriu quatro veículos, cada um custou R$ 554 mil. Foi a última renovação da frota.

Ao G1, a TCB afirmou que o contrato será no regime de ata de registro de preços — ou seja, o pagamento só ocorre se o serviço for de fato prestado. De acordo com a empresa, a intenção é “manter os veículos em condições de pleno funcionamento à população e usuários do transporte público, como também manter a frota em perfeito estado de conservação”.

Lava-jato parado

O anúncio do pregão foi publicado no mesmo dia em que o G1 revelou que a TCB tem um sistema de lava-jato parado, comprado em dezembro de 2016, e que nunca foi usado. O equipamento custou R$ 177 mil e substituiria um outro que havia quebrado.

Como explicação a estatal afirmou que o lava-jato é pequeno demais para o tamanho dos ônibus que estão em circulação. Para adaptar as estruturas seria necessário levantar o telhado, coletar água da chuva e tirar da garagem tanques de combustível que não são mais usados, de acordo com a empresa. Um gasto de R$ 176 mil — quase o mesmo valor da compra do equipamento novo.

Fonte: G1 DF