DF: Segunda fase da Operação Panatenaico mira em fraude de obras do BRT

Por Rafael Martins

Após uma auditoria do Tribunal de Contas do DF e da Controladoria-Geral do DF apontarem um superfaturamento de R$ 208 milhões nas obras do Expresso DF Sul, a Polícia Federal realizou nesta sexta-feira (11) a segunda fase da Operação Panatenaico, que apura fraude na licitação das obras do BRT e o pagamento de vantagens financeiras indevidas a autoridades públicas. 

A suspeita da corporação é que contratos tenham sido superfaturados nos mesmos valores apontados pelos órgãos de controle externo da Administração Pública. São investigados os crimes de corrupção passiva e ativa, associação criminosa, fraudes licitatórias e lavagem de dinheiro.

A PF cumpre 15 mandados de busca e apreensão, sendo 13 na capital, um em Ribeirão Preto (SP) e um em São Paulo (SP). Devido a complexidade da operação e volume de documentos que podem ser encontrados, a corporação optou pela 2ª fase da Panatenaico.

As obras do corredor exclusivo tiveram início em 2011 com investimentos de R$ 785 milhões, e foram dois anos e meio até o BRT entrar em funcionamento. Previsto para transportar 100 mil passageiros por dia, Expresso DF Sul carrega quase três vezes menos: 38 mil.