DF: Metrô fechou 2017 com rombo de R$ 64 milhões

O Metrô do Distrito Federal fechou o ano de 2017 com um "rombo" de quase R$ 64 milhões nas contas, aponta balanço financeiro divulgado na última semana. O prejuízo, na cifra exata de R$ 63.945.760, foi coberto pelos cofres do GDF e é 9,4% maior que o registrado em 2016.

O mesmo balanço aponta que, no ano passado, o Metrô fez mais viagens e transportou mais passageiros. Ao longo de 12 meses, foram 36,6 milhões de "passagens" nas catracas do serviço.

Com mais passageiros e uma passagem mais cara – de R$ 4 para R$ 5 –, a receita aumentou 27,96% em relação a 2016 e atingiu R$ 163.220.024. Mesmo assim, não foi possível cobrir todas as despesas.

O que houve?

O motivo para esse balanço "no vermelho", segundo o Metrô, vem das próprias normas de administração de empresas dependentes – ou seja, estatais que usam o dinheiro do GDF pra pagar salários. Por regra, essas empresas têm resultado igual a zero, mas prejuízo correspondente à depreciação dos ativos.

Trocando em miúdos, isso significa que a empresa "não lucra", e repassa qualquer sobra de caixa ao Palácio do Buriti. Em contrapartida, a depreciação dos ativos (ou seja, a perda de valor dos equipamentos com o passar o tempo) é bancada pelo governo. Essas idas e vindas, segundo o Metrô, podem gerar saldos diferentes a depender do fluxo de cada ano.

"É importante destacar que o Metrô-DF está cada vez menos dependente de recursos do Tesouro do DF porque houve aumento na arrecadação. Em 2015, a dependência era de aproximadamente 70%; em 2016, 65%; e em 2017, 50%", diz a nota enviada pela empresa ao G1 e à TV Globo.

Os números das falhas

O balanço financeiro também descreve, ano a ano, quantas vezes o Metrô do DF paralisou atividades por problemas técnicos. Em 2015, os trens pararam 48 vezes por mais de 15 minutos e no horário de pico – uma falha considerada grave.

Em 2016, o número subiu para 56. Em 2017, atingiu a marca de 73 interrupções. Mesmo assim, de acordo com as tabelas, os gastos com manutenção caíram 5,2% entre um ano e outro.

O Metrô explica que essa economia ocorreu porque o contrato de manutenção, que era emergencial e muito mais caro, foi substituído por cinco contratos regulares e mais baratos.

Fonte: G1 DF