DF: DFTrans bloqueia 7 mil cartões irregulares de passe livre no 1º mês de biometria


O primeiro mês de aplicação do sistema de biometria nos ônibus do Distrito Federal – ainda em fase experimental, com uso em apenas duas operadoras de transporte público – flagrou 7 mil irregularidades de donos de cartões do passe livre.

Segundo balanço informado pelo DFTrans ao G1, 23% desses acessos foram reprovados – praticamente um a cada quatro. Ao todo, foram analisadas 30 mil imagens de portadores do cartão de gratuidade.

"Esses cartões serão bloqueados, o governo não vai pagar por eles. Esse é um benefício. A lei determina a gratuidade, mas não pode ser de qualquer maneira", disse o diretor-geral do DFTrans, Marcos Tadeu de Andrade.

A tendência é de que o número de irregularidades cresça, pois 240 mil alunos no DF têm direito ao passe livre estudantil. Até agora, a análise em duas empresas levou em conta apenas 12,5% desse universo.

Até lá, os 7 mil bloqueios iniciais já vão gerar economia milionária, de acordo com o DFTrans. "Só com essas 7 mil imagens, com um custo médio de R$ 5 por trecho, você tem R$ 35 mil ao dia. Isso dá, por ano, em torno de R$ 18 milhões", calculou Andrade.

Marcos Tadeu de Andrade prevê que até 20 de maio todo o sistema de transporte público do DF passe a operar com biometria e monitoramento GPS. "As empresas já vinham desenvolvendo, mas eram necessários alguns aprimoramentos para podermos fazer o lançamento", disse o diretor-geral do DFTrans.

O diretor também promete lançar em maio um portal novo para o cadastro do passe livre estudantil, com interface "mais amigável" para o usuário. O órgão, além disso, tem negociado uma parceria com a Secretaria de Educação para que o cartão seja entregue diretamente nas escolas, como forma de diminuir a busca por atendimento presencial nos postos do órgão.

Fonte: G1 DF