DF: Cootarde continua impedida de rodar

Por Rafael Martins

Na edição do Bom Dia DF desta segunda (09), funcionários da Cootarde questionaram o diretor-geral do DFTrans, Marcos Tadeu de Andrade, sobre a volta da cooperativa no sistema de transporte; já que a Câmara Legislativa derrubou um veto do GDF permitindo que os ônibus voltassem a prestar serviços.

Recém-chegado à diretoria da autarquia, Andrade limitou-se a dizer que a questão da Cootarde está associada a descumprimento contratual. 

No mês passado, o DFTrans explicou que o contrato da cooperativa expirou no dia 28/02 e não foi renovado, pois a Procuradoria Geral do DF analisou que a Cootarde não atendeu os requisitos mínimos para postular uma renovação de contrato, como a troca da frota e pagamento de outorga.

Dos 150 ônibus que a Cootarde teria que ter em circulação, apenas 91 estavam em operação. O DFTrans negou que o escândalo envolvendo a cooperativa teria sido o motivo para a não renovação contratual. 

Sob intervenção da Justiça, a cooperativa disse que pediu ao DFTrans em janeiro para reduzir a frota, e que fez as adequações nos ônibus conforme as regras vigentes, além de ter feito um pedido de reconsideração do fim do contrato junto a Secretaria de Mobilidade, o que não ocorreu. 

Por determinação do DFTrans, as empresas Marechal, Pioneira e São José assumiram em março as linhas que eram operadas pela cooperativa nas cidades de Gama, Santa Maria, Ceilândia e Brazlândia. 

O diretor-geral explicou que o DFTrans e a Semob fizeram uma ampliação no número de viagens nas regiões que eram atendidas pela Cootarde. "Essa ampliação atendida pelas demais empresas cobre completamente o serviço que era feito pela cooperativa", disse ao Bom Dia.

Com relação aos atrasos e furos de viagens, o diretor informou que a solução virá com o pleno funcionamento do Centro de Supervisão Operacional. O espaço, num prazo de 30 dias, receberá dados e informações do posicionamento dos ônibus por GPS das concessionárias de transporte. Atualmente, o Centro recebe informações apenas das empresas Piracicabana e Marechal.

Cabe destacar que todas as cinco empresas já possuem centros de controle de operação, que o utilizam para seu monitoramento, bastando apenas transmitir os dados para o Centro de Supervisão Operacional do DFTrans. Assim, a fiscalização do órgão gestor será facilitada, pois haverá alerta para as vezes que houver furos de viagem, desvio de itinerário ou atraso, por exemplo.