DF: Biometria facial da Viação Marechal identifica 1,6 mil fraudes em Passe Livre Estudantil

Viação Marechal
Por Rafael Martins

O sistema de biometria facial identificou num período de dois meses quase 1,6 mil fraudes em uso indevido do Passe Livre Estudantil apenas nas linhas da Viação Marechal, conforme revelou reportagem exibida hoje (19) pela TV Globo.

Na sede da empresa, em Taguatinga Sul, uma equipe de cinco pessoas analisam as imagens produzidas por biometria, e os laudos são enviados para o DFTrans. Caso a fraude seja constatada, os cartões são bloqueados dez dias após a notificação enviada pelo DFTrans.

A partir do aviso, os usuários precisam procurar o órgão para dar explicações e se defender. O DFTrans abrirá ainda um processo administrativo contra quem usar o passe livre de forma ilícita e ainda será registrado boletim de ocorrência na Polícia Civil.

Com apenas este pente-fino da Marechal, o prejuízo estimado para os cofres do GDF supera os R$ 7 mil reais. A instalação da biometria nos ônibus da Marechal foi concluída em fevereiro deste ano, prazo dado pelo governo para as cinco empresas terem o sistema em pleno funcionamento.

A Associação das Empresas Brasilienses de Transporte Urbano de Passageiro (Abratup) informou ao Pense Mobilidade que 100% da frota das cinco concessionárias já contam com a biometria instalada e em pleno funcionamento nos ônibus.

A análise das imagens na Marechal teve início ainda em fevereiro, apenas com os cartões do Passe Livre Estudantil. Ao jornal Bom Dia DF, a Coordenadora de TI da empresa, Viviane Alves, disse que a partir de maio essa auditoria vai se estender ao Bilhete Único dos deficientes e futuramente ao Cartão Funcional, destinado aos funcionários das empresas de ônibus.

Com relação as irregularidades do uso do Cartão Funcional, o noticiário mostrou que 200 rodoviários da empresa foram demitidos, após serem flagrados pelas câmeras de monitoramento emprestando o benefício a terceiros.

Uma portaria publicada no começo deste mês pela Secretaria de Mobilidade quer a biometria facial em pleno funcionamento até 30 de abril. A assessoria da Semob esclareceu que a referida portaria estabelece o prazo máximo para todas as cooperativas finalizarem a implantação da biometria nos micro-ônibus, e ratificou a informação repassada pela Abratup.

Entenda como funciona a biometria facial

Acima dos validadores, onde os passageiros passam o cartão, são instaladas câmeras que captam imagens de quem passa pela catraca. Por meio de um software, elas são comparadas com as fotos cadastradas no sistema.

Quando o programa detecta automaticamente divergências — ou seja, alerta que as imagens não coincidem —, um analista do Transporte Urbano do Distrito Federal (DFTrans) avalia se há um caso de fraude.

Se confirmada a irregularidade, o benefício é suspenso, e abre-se um processo administrativo em que o usuário tem direito ao contraditório e ampla defesa. De acordo com a secretaria, se ainda assim os esclarecimentos forem insatisfatórios, o cartão é bloqueado.

Saiba mais sobre a biometria facial da Marechal aqui.