DF: Metrô rejeita problema nos trilhos como causa de descarrilamento em Águas Claras

A direção do Metrô do Distrito Federal rejeitou a hipótese de problema nos trilhos como possível causa do descarrilamento de trem na última quarta-feira (28). Em entrevista ao G1, o diretor de Operação e Manutenção, Carlos Alexandre da Cunha, afirmou nesta sexta (2) que só foi registrado problema no trem.

Segundo ele, o relatório da perícia para descobrir o que provocou a falha deve sair em 30 dias. A investigação vai ser feita por um grupo montado exclusivamente para isso. “A gente tem que investigar realmente para verificar se foi falha do sistema ou alguma atuação indevida da piloto, o que não acredito.”

O diretor do Metrô explicou que o trem seguia de Ceilândia até Águas Claras sem problemas de freio. No entanto, na estação Águas Claras, enquanto o trem estava parado, surgiu um sinal luminoso que indica “falha no freio em dois ou mais carros [os famosos vagões]”.

Um dos papéis da perícia vai ser determinar a quantidade precisa de quantos freios foram de fato atingidos no incidente. Entenda a diferença:

- se o problema ocorre em só um carro, o trem pode seguir viagem normalmente e depois vai para manutenção – sem precisar ser rebocado.

- se o problema ocorre em dois carros, por segurança, ele reduz a velocidade para até 20 km/h e para na primeira estação possível, onde os passageiros devem desembarcar. Só então, segue para manutenção sem precisar ser rebocado.

- se o problema ocorre em três ou quatro carros (o máximo), é considerado mais grave: o trem tem de parar imediatamente, com a saída dos passageiros. Aí o trem precisa ser rebocado.

A última opção foi a atitude tomada pela piloto. O descarrilamento ocorreu no momento em que o trem estava sendo rebocado para manutenção – por mais que já tenha passado por vistoria no período de um mês.

“A gente tem que investigar mais a fundo porque, em 20 anos, nunca aconteceu uma coisa dessas”, declarou Cunha. “O que tem que ficar claro é que o trem não saiu da manutenção sem freio porque, senão, não teria parado em nenhuma outra estação durante o caminho, como aconteceu.”

Ainda assim, ele disse que o caso vai servir de lição: quando descobrirem o que gerou o problema nos freios, protocolos de manutenção devem ser criados para evitar novos problemas do tipo.

Fonte: G1 DF