DF: Com embarque improvisado na Rodoviária do Plano Piloto, BRT perde seu principal atributo

Por Rafael Martins

Um dos atributos dos sistema BRT está na rapidez, justamente por não haver cobrança de tarifa dentro do veículo para reduzir o tempo do embarque/desembarque. O ganho de velocidade operacional é conferido ao corredor exclusivo com pista segregada do trânsito comum, apesar de haver tráfego misto no Eixo Sul devido ao tombamento do Plano Piloto.

Por cerca de 45 dias, o Expresso DF Sul não terá um destes atributos. Em virtude da reforma da Rodoviária do Plano Piloto, a área de embarque do BRT na Plataforma B teve seu acesso interditado para a continuidade das obras, e os passageiros de Gama e Santa Maria passam a embarcar na Plataforma F, no piso inferior do terminal.


Por ser um espaço de ligação para outros locais de embarque na Rodoviária, além de possuir módulos comerciais e a administração do terminal, a Plataforma F não comporta a grande concentração de passageiros. A demanda nas linhas expressas é maior que das linhas paradoras.

A cobrança nas linhas expressas passa a ser a bordo dos ônibus, o que retarda o tempo de embarque e por consequência aumenta sensivelmente o tempo de viagem; dado uma única fila ser formada para entrar no ônibus. 

Após as intervenções, recomenda-se ao DFTrans o teste de organização de filas por distinção de preferência de embarque: preferencial, sentado e em pé; além do uso de mobiliário adequado para tal função de controle de acesso aos ônibus - tal como acontece no Terminal Alvorada no sistema BRT Transoeste (RJ).

Com a grande concentração de passageiros e o embarque ser convencional, a limitação espacial da Plataforma F é um obstáculo para os ônibus do BRT, em que com a demora no embarque e o intervalo curto entre as viagens, poderão formar comboio no terminal nos horários de pico.