DF: Mobilidade prorroga por mais 35 dias prazo para fim de auditoria no transporte

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Por Rafael Martins

A Fundação Getúlio Vargas (FGV), contratada há um ano, deverá entregar em março a auditoria dos contratos firmados em 2012 e 2013 com as cinco empresas que atendem todo o DF, dividido em cinco bacias.

O aditivo de contrato contendo a prorrogação do prazo foi publicado no Diário Oficial do DF na última segunda-feira (5). A medida não altera o valor pago à FGV – R$ 4,8 milhões divididos em 11 parcelas.

Segundo a Secretaria de Mobilidade (Semob), a FGV foi contratada com o objetivo de mostrar a realidade do sistema, bem como o seu funcionamento. A intenção é de que os relatórios técnicos possam avaliar entre outros itens, o fluxo de caixa, os investimentos e a relação de custos e despesas das concessionárias.

A consultoria está dividida em duas fases: uma englobará o aspecto financeiro e a outra, o caráter técnico do contrato de exploração do transporte público. 

Na primeira etapa, será feita a análise de valores, como gastos com combustível e manutenção de pneus. Depois vem a parte de avaliação dos sistemas, como o de bilhetagem automática. O planejamento do trabalho e as análises contábil, da taxa interna de retorno, dos sistemas informatizados de monitoramento e do índice de qualidade do transporte já foram concluídos.

A auditoria trata-se de uma análise global de toda a realidade do contrato. A FGV vai dizer o que aconteceu desde a assinatura, como e por que. Ao final, a Semob poderá fazer os ajustes, caso sejam necessários. 

A consultoria foi contrata por R$ 4,8 milhões de reais sem licitação. As empresas de ônibus poderão recorrer antes de eventuais mudanças indicadas pela auditoria serem colocadas em prática.

Apesar da consultoria da FGV passar um pente fino no sistema de transporte por ônibus, a Semob informou que não há previsão de auditoria semelhante no Metrô-DF.