DF: Biometria facial identifica 2,2 mil fraudes em passe livre

O sistema de biometria facial identificou 2,2 mil fraudes em uso indevido do Passe Livre Estudantil no Distrito Federal. A maior parte dos flagrantes ocorreu na Linha 110, que faz o trajeto da Rodoviária do Plano Piloto até a Universidade de Brasília (UnB).

Os equipamentos que fotografam os usuários do transporte público estão instalados em 2.108 mil ônibus que circulam pelo DF. O governo diz que, até o fim deste mês, pretende colocar o dispositivo em mais 592 coletivos e espera que toda a frota – 3,2 mil veículos – esteja com o sistema até o fim de ano.

O equipamento fotografa o passageiro assim que ele entra no ônibus. Ao todo, são tiradas seis fotografias. Quando o cartão passa no validador, o sistema identifica o dono e compara as imagens tiradas no coletivo com a foto do cadastro.

Caso a fraude seja constatada, os cartões são bloqueados dez dias após a notificação enviada pelo DFTrans. A partir do aviso, os usuários precisam procurar o órgão para dar explicações e se defender. O DFTrans abrirá ainda um processo administrativo contra quem usar o passe livre de forma ilícita e ainda será registrado boletim de ocorrência na Polícia Civil.

O DFTrans garante que o sistema é confiável e disse que o estudante tem 10 dias para se defender. O departamento calcula que a medida gera uma economia de R$ 500 mil por mês aos cofres públicos.

De acordo com o GDF, em 2017, foram desembolsados R$ 450 milhões para as empresas de ônibus. Desse total, o governo repassou R$ 350 milhões para a gratuidade de estudantes e pessoas com deficiência.

Fonte: G1 DF