DF: Restos a pagar para empresas de ônibus somam quase R$ 59 milhões

Viação Pioneira - 222453
Por Rafael Martins

Os restos a pagar do Governo do Distrito Federal (GDF) para as cinco concessionárias do transporte coletivo chegam a quase R$ 59 milhões de reais. Os valores foram obtidos através do Portal da Transparência do DF referente ao ano de 2017.

Consideram-se "restos a pagar" as despesas empenhadas, mas não pagas até 31 de dezembro, estando a sua execução condicionada aos limites fixados à conta das fontes de recursos correspondentes, com base na legislação vigente. A pesquisa restringiu-se apenas as empresas que operam as cinco bacias e as estatais TCB e Metrô-DF.


Tanto os valores pagos até 22/12/2017 e os restos a pagar referem-se ao subsídio das gratuidades e complemento tarifário - que consiste na diferença entre o custo real da tarifa e o valor cobrado na catraca.

A justificativa para os atrasos é o aumento dos custos do subsídio que o GDF dá ao sistema, ocasionado por gratuidades. Cabe destacar que num período de três anos, o percentual de subsídio aumentou de 16,7% em 2014 para 33% em 2017.

O Governo de Brasília repassou no total cerca de R$ 472 milhões em subsídios, valor bem abaixo de 2016 quando a conta chegou a R$ 638,7 milhões.

A economia nos cofres do Palácio do Buriti pode ser creditada ao reajuste nas tarifas do transporte em janeiro de 2017, já que a estimativa era reduzir cerca de R$ 180 milhões de gastos — R$ 125 milhões com as cinco empresas de ônibus do DF; R$ 45 milhões com a Companhia do Metropolitano do Distrito Federal (Metrô-DF); e R$ 10 milhões com a Sociedade de Transportes Coletivos de Brasília (TCB).