Goiânia: Corredor da T-7 fica pronto apenas no final de 2018

Na manhã da última terça-feira, dois funcionários da Jofege Engenharia colocavam um novo painel de informações sobre a obra do Corredor T-7, na Avenida Gercina Borges, no Centro, sobre o antigo. As pichações ocorridas entre o início da obra e esta semana no painel anterior tentavam esconder que a construção deveria ter sido entregue no dia 23 de fevereiro de 2016, ao custo de R$ 30.899.857,55, talvez até por nenhum dos dois terem sido cumpridos. O novo painel traz o montante no valor de R$ 29.564.299,21, fruto de uma reprogramação do contrato via Caixa Econômica Federal, e a data da entrega para 18 de fevereiro de 2018. Mas nenhuma das informações está, de fato, correta.

Apesar do valor do contrato ter sido repactuado com a instituição financeira, a publicação não conta os aditivos a serem pagos pela Prefeitura ao longo da obra, dado justamente pelo atraso na sua entrega, já que ficou parada entre novembro do ano passado e a até 15 dias atrás. O aditivo é de cerca de 10% do valor total da obra, cerca de R$ 2 milhões que serão pagos ao longo das medições.

A Jofege Engenharia chegou a estudar o não retorno das obras, tanto por questionar a diminuição do valor global quanto por ter insegurança para receber da Prefeitura.

Em agosto passado, o secretário de Infraestrutura e Serviços Públicos, Fernando Cozzetti, emitiu ordem de pagamento para a Jofege de cerca de R$ 500 mil referentes a serviços feitos em setembro e outubro de 2016. Como a obra era totalmente financiada pelo governo federal, sem o envolvimento de contrapartidas, o dinheiro era garantido e estaria chegando ao município, segundo o site de transparência da Caixa Econômica Federal, mas sem repasse à empresa. Cozzetti garantiu que vai manter os pagamentos conforme as medições e que espera não haver mais motivos para a demora na conclusão da obra.

Prazo esticado

Por outro lado, a própria estimativa de término do Corredor T-7 para o próximo fevereiro já está descartada pelo secretário. O motivo agora seriam as chuvas, que impediria a realização de diversos serviços que ainda são necessários para a obra, como a conclusão de pavimentação e duplicação de avenidas, como a dos Alpes e Flemington, na Região Sudoeste. Por isso, a expectativa é que apenas em dezembro de 2018 o corredor fique pronto. No entanto, há a tentativa de conseguir inaugurar a obra em outubro do próximo ano, no aniversário da capital.

Cozzetti reforça que a demora ocorre porque ainda falta muita coisa a ser feita no corredor. Além das pavimentações, há as calçadas ao longo do trecho, as ciclorrotas e ciclovias, novos pontos de ônibus, pintura de faixas e implantação de semáforos, entre outros. “Travou tudo antes de voltar, tanto a prorrogação do contrato e até a licença ambiental estava vencida, tivemos que fazer tudo de novo e agora está tudo certo”, contou.

O secretário diz ainda que as partes já construídas que estão com problemas, especialmente a ciclovia na Avenida Assis Chateaubriand, serão reavaliadas. Em caso de ser um problema de vício comum da obra, a responsabilidade por refazer o trecho será da Jofege. Mas se for um problema de falta de manutenção, pode ser que a própria Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos (Seinfra) tenha de fazer. “Ainda não recebemos oficialmente a obra, então temos que ver como vai ser isso direito.”

Já em relação ao começo da fiscalização em todo o corredor, depende também da Secretaria Municipal de Trânsito, Transporte e Mobilidade (SMT), que é a responsável por administrar a instalação dos fotossensores ao longo das vias. Essa determinação só será feita após o término da obra. No entanto, está previsto no projeto do corredor a instalação de câmeras para auxiliar a fiscalização e monitoramento do trânsito e outras atividades ligadas à segurança pública.

Fonte: O Popular