DF: Trens vazios... ônibus cheios

Por Rafael Martins

A população reclamou do pouco número de carros extras e da superlotação. Sem o metrô, a viagem de volta para casa ficou mais cansativa e demorada nesta segunda-feira (20). Quando o número de pessoas chegou ao limite, as portas do ônibus fecharam. A quantidade de passageiros que ficou do lado de fora poderia encher outro ônibus. E quem conseguiu entrar, não ficou muito satisfeito.

A semana começou com estações do metrô fechadas. Ontem poucos funcionários apareceram para trabalhar e o sistema parou totalmente. 

As estações amanheceram vazias. Na estação de Ceilândia, apenas os vigilantes na entrada. Nos guichês de atendimento, nenhum funcionário e poucos passageiros apareceram na esperança de usar o transporte.

160 mil passageiros utilizam o transporte metroviário. Com a paralisação, 20 trens deixaram de funcionar, o que sobrecarrega os ônibus. O governo de Brasília manterá os 67 veículos adicionais do plano emergencial.

São 9 em Águas Claras, 29 em Ceilândia, dois no Guará, quatro em Taguatinga e 23 em Samambaia. Do total, 51 são articulados e 16, básicos, de acordo com a Secretaria de Mobilidade, mas não foi suficiente para atender a demanda.

Por volta das 20h30, ainda era intenso o movimento na Rodoviária do Plano Piloto, no centro de Brasília. As maiores filas eram para Samambaia, seguido de Ceilândia e Águas Claras.