DF: Prejuízos da greve dos metroviários ultrapassam R$ 2 milhões

Com o fechamento das 24 estações, o Metrô-DF deixou de arrecadar mais de R$ 2,35 milhões nos últimos cinco dias devido à greve iniciada no dia 9 deste mês. Por dia, de acordo com a companhia, mais de R$ 471 mil deixam de entrar nos cofres. Hoje, devido a nova determinação da Justiça do Trabalho, ao menos 18 trens devem circular nos horários de pico.

A perda poderia ser ainda maior se não existisse a integração no sistema de transporte. Nesses casos, o Metrô recebe parte do valor, e o restante fica com as empresas de ônibus. O pior é que não há uma forma de reaver esse dinheiro. É o que explica o diretor financeiro e comercial da empresa, Gilberto Pompilio. “O metrô depende da arrecadação, que não é suficiente para cobrir os gastos. São necessários recursos suplementares. O GDF, no fim das contas, terá que suprir essa conta com mais dinheiro que o normal”, afirma.

Se a falta de transporte não fosse o bastante, os usuários, na condição de contribuintes, terão que pagar mais essa conta. A diretora de comunicação do Sindicato dos Metroviários (Sindmetrô-DF), Renata Campos, garante que a categoria não tem nenhuma intenção de prejudicar a população, mas alega que o Metrô precisa cumprir acordo firmado ainda em 2015, que previa reajuste salarial e a contratação de novos servidores.

Catracas abertas

Além da perda referente aos dias fechados, mensalmente o Metrô deixa de receber R$ 200 mil devido à abertura das cancelas. Assim, os usuários entram sem pagar pelo embarque. Isso ocorre porque não há pessoal suficiente para cuidar de todas as áreas da estação. Para o Sindimetrô, esse problema é antigo e os anos passam, mas o metrô não soluciona o problema.

“As perdas mensais seriam de R$ 450 mil durante os meses de funcionamento normal. Essa verba poderia ser direcionada para contratar concursados ou pagar o reajuste de 8,4% [referente ao INPC de 2015] que está em pauta”, afirma a diretora de comunicação do sindicato. Renata Campos ressalta que, por muitas vezes, deixam apenas um funcionário em determinada estação e, assim, seria impossível.

Fonte: Jornal de Brasília