DF: Audiência de conciliação entre Metrô-DF e Sindicato dos Metroviários termina sem acordo

Na audiência de conciliação realizada na sede do Tribunal Regional do Trabalho da 10ª Região (TRT10), nesta sexta-feira (10), representantes da Companhia do Metropolitano do Distrito Federal (Metrô-DF) e do Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Transportes Metroviários do DF não chegaram a um acordo com relação às reivindicações da categoria que desencadearam a greve iniciada nesta quinta-feira (9).

Conduzida pelo presidente do TRT10, desembargador Pedro Luís Vicentin Foltran, a audiência contou com a presença da procuradora do trabalho Renata Coelho Vieira e da procuradora-geral do DF, Paola Aires Corrêa Lima – representante do Governo do Distrito Federal, o qual solicitou intervenção no dissídio coletivo de greve ajuizado pelo Metrô-DF, empresa pública que integra a administração indireta do DF.

Na ocasião, os representantes do Sindicato dos Metroviários pontuaram as principais reivindicações da categoria, dentre elas, a definição de um reajuste salarial retroativo com pagamento retroativo à 2015. Além disso, os trabalhadores pedem a contratação dos mais de 300 aprovados no último concurso realizado pela empresa – tema que, inclusive, já foi alvo de acordo judicial firmado com a empresa.

Já os representantes do Metrô-DF preferiram não se manifestar na audiência. Quem falou em nome da Companhia foi a procuradora-geral do DF, que se comprometeu a apresentar uma proposta de cronograma para contratação de aprovados no concurso público. Segundo ela, foi autorizada a nomeação imediata de 63 candidatos. No entanto, com relação ao reajuste solicitado pelos metroviários, Paola Aires alegou não ser possível conceder, neste momento, nenhum percentual de aumento salarial aos trabalhadores, devido aos limites orçamentários impostos pela Lei de Responsabilidade Fiscal ao GDF.

Com o impasse, a previsão é de que a greve dos metroviários continue, de acordo com o Sindicato – que deve apresentar sua defesa no dissídio coletivo de greve junto com um pedido de reconsideração da liminar até segunda-feira (13). Em seguida, o Metrô-DF terá até dia 16 de novembro para fazer a réplica – oportunidade em que o GDF apresentará a proposta de cronograma para contratação dos aprovados no concurso. Na sequência, o processo retorna para análise da Presidência do TRT10.

Liminar

Por meio de liminar, o presidente do TRT10 determinou na quarta-feira (8) que fosse colocada em atividade 90% da frota e dos empregados da Companhia nos horários de pico, ou seja, das 6h às 10h e das 16h30 às 20h30, e 60% nos demais horários, enquanto perdurar a greve. Além disso, no domingo (12) – dia de prova do ENEM, o serviço deverá funcionar com 100% da frota e dos empregados. Em caso de descumprimento da decisão, será aplicada multa diária de R$ 100 mil ao Sindicato dos Metroviários do DF.

Fonte: TRT 10ª Região