Goiânia: Velocidade dos ônibus em ritmo lento na capital

HP Transportes - 20202
Por Rafael Martins

Levantamento feito pela Oficina Consultores apresentado em evento na Organização Jaime Câmara mostra que o transporte coletivo está lento. Conforme o Pense Mobilidade revelou em abril, a velocidade operacional dos ônibus nas principais avenidas da capital varia de 5 a 12 km/h.

No horário de pico da manhã, a velocidade média no Centro Expandido de Goiânia chega no máximo a 18 km/h. A região é um dos principais polos de atração de viagens e ponto de convergência da RMTC.

Velocidade dos ônibus - pico manhã

No pico da tarde, a situação agrava-se chegando a 16,8 km/h.

Velocidade dos ônibus - pico tarde

Os pesquisadores mapearam todo o sistema viário por onde passa o transporte coletivo, dividindo em três grupos: Goiânia, cidades conurbadas (Aparecida de Goiânia, Trindade, Senador Canedo e Goianira), e os demais municípios metropolitanos atendidos pela RMTC.

As velocidades mais baixas foram verificadas no viário de Goiânia, em ambos os horários de pico.

Sistema viário - pico manhã

Sistema viário - pico tarde

Grande parte dos custos dos sistemas tem relação direta com a velocidade dos ônibus. O tempo perdido no trânsito implica menor pontualidade das linhas, em superlotação dos ônibus e na má adequação da oferta de veículos diante da demanda de passageiros.

É preciso os coletivos terem exclusividade na via para haver a velocidade operacional, que significa eliminar a ociosidade do tempo do ônibus parado no trânsito disputando com carros o mesmo sistema viário. Isto irá resultar em menor tempo de espera nos terminais e pontos de ônibus, viagens mais rápidas, melhor aproveitamento da frota e menor lotação nos veículos.

Além disso em vias congestionadas, o consumo de combustível pode subir até 30% em relação ao consumo que ocorre em circulação livre. Mais ônibus nas ruas, além de formarem comboios, implica num aumento de custos com pessoal, manutenção e insumos; que é diluído na composição da tarifa.

Produtividade

Comparado com outras capitais, a RMTC tem um quadro de linhas enxuto, sem grandes sobreposições de serviços. Hoje a abrangência da rede está acima de 95%. Apesar disto, a produtividade do sistema está em queda.

O IPKe - Índice de Passageiros por km Equivalente - é de 1,29. Este índice trata somente dos passageiros catracados, deduzidas as gratuidades e integrações, e constituem a receita das operadoras do transporte metropolitano.

Os custos de produção das viagens metropolitanas são medidos em quilômetros e rateados por passageiro transportados. Neste contexto, entra a questão da expansão urbana e o impacto que a mesma exerce sobre a RMTC.

A tarifa é resultante do custo de produção por km, pelo passageiro pagante transportado, ou seja, quanto maior for o custo de produção/km ou menor o número de passageiros/km, maior será a tarifa para o usuário.

Índice de produtividade da RMTC