Goiânia: HP Transportes - Transportando histórias a quase 50 anos

HP Transportes - 20021
Por Rafael Martins

A história da HP está intimamente ligada ao surgimento e desenvolvimento do sistema de transporte coletivo urbano da cidade de Goiânia e sua região metropolitana.

Fundada por Hailé Selassié de Goiás Pinheiro em 28 de janeiro de 1969 com o nome de HP Auto Peças Ltda, a empresa participou naquele ano da primeira licitação do transporte quando Iris Rezende estava a frente do Palácio das Campinas. 

A primeira sede da HP ficava na Av. Goiás - centro da capital - onde hoje funciona uma igreja próximo da antiga Estação Ferroviária.

A licitação do transporte coletivo no final da década de 1960 dividiu Goiânia em cinco áreas de operação chamadas de Tronco:

TRONCO "A" — Goiânia/Campinas/Setor Universitário

TRONCO "B" — Goiânia/Campinas Via FAMA

TRONCO "C" — Goiânia/Setor Sudoeste

TRONCO "D" — Goiânia/Setor Sul

TRONCO "E" — Goiânia/Setor Leste

Em 12 de julho de 1969 foi publicado no Diário Oficial do Município o extrato do contrato de concessão, em que a HP ficaria responsável por operar os troncos A e C.

O Tronco A, com 51 ônibus, abrangia os bairros de Campinas, Capuava, Cidade Jardim, Vila João Vaz, Vila Santa Helena, Vila Mauá e Vila União.

Os setores Jardim América, Vila Betel, Coimbra, Aurora, Vila União e Nova Suíça integravam o Tronco C com 20 ônibus para a operação.

Os ônibus circulavam dos bairros para o centro, único polo de atração de viagens, das 6h às 0h.

Cada vez mais consciente de suas responsabilidades e ávida por atender às novas demandas da capital, em 1972 a empresa realizou uma reestruturação interna, incluindo a alteração de sua razão social para HP Transportes Coletivos Ltda.

Em 1976 foi implantado o sistema tronco-alimentado estruturado no Corredor Anhanguera, e o transporte ganhou contornos metropolitanos. Baseado neste modelo de operação, a HP investiu na compra de novos ônibus, melhoria de sua garagem e no treinamento de pessoas, com o intuito de atender a essa nova demanda.

Em 1984 foi elaborado o primeiro Plano Diretor de Transporte Urbano de Goiânia (PDTU/GO), em que apontou a necessidade de estruturar o crescimento da futura metrópole nos corredores de transporte; e com isso a empresa sofreu novo aumento de frota. 

Ao final da década de 1990 foi implementado o sistema de bilhetagem eletrônica, eliminando a figura do cobrador e circulação de dinheiro a bordo em todos os ônibus da HP, representando marco importante em inovação tecnológica.


Quando a Rede Metropolitana de Transporte Coletivo - RMTC foi instituída por lei em 2001, elaborou-se um projeto de reestruturação em que foram propostas modificações na rede de transporte com a inclusão de novos terminais, corredores, extensão das linhas troncais e ações operacionais de curto e médio prazo para reduzir a saturação nos terminais de ônibus.

Atenta ao novo cenário, a HP passou novamente por mudanças como ampliação da frota, estrutura física e inovando seu sistema de gestão como forma de atender ao projeto de reestruturação do transporte coletivo da Grande Goiânia.

Após uma crise no sistema entre 2001 e 2004 - chamada pelos empresários de "longo inverno" - tanto a HP quanto as demais empresas que operavam a RMTC renovaram 25% de suas frotas com ônibus zero-km.

Em 2008, a HP venceu a concorrência para o Lote 2 da licitação do transporte coletivo da Grande Goiânia, na região chamada de Arco Sul o qual compreende mais de 390 bairros da região metropolitana, com 134 linhas, além de oito linhas do sistema Citybus. Naquele ano renovou 75% da sua frota, com 305 ônibus novos.

HP Transportes - 20134

Em 2015 adquiriu 70 ônibus zero km para substituir a frota de 2005.

Garagem HP Transportes

Atualmente a empresa tem 300 ônibus, sendo 291 para a operação diária, 2 para as linhas 24h e 7 microônibus para o serviço Citybus. 

A idade média da frota é a mais baixa das concessionárias da RMTC: 7,6 anos.

Estrutura

Vista HP

Próxima ao Terminal Bandeiras com uma área de aproximadamente 40 mil m², a garagem central da HP Transportes - onde fica sua sede administrativa - é mais que um local para a manutenção e alocação da frota, sendo considerada um cartão de visitas para outras empresas de ônibus do país.

A Garagem Sul, em Aparecida de Goiânia, é um pouco menor com quase 26 mil m² e funciona como uma garagem-apoio para as operações na segunda maior cidade da região metropolitana. Nela funcionam a Área administrativa, Central de Resíduos, Sala da Soneca - além da área de estocagem dos ônibus e outros serviços padrões de uma garagem.