DF: Ônibus circulam normalmente hoje (18), garante sindicato

Viação Marechal - 441996
Por Rafael Martins

Os ônibus das cinco empresas de Brasília - Pioneira, Piracicabana, Marechal, São José e Urbi - irão circular normalmente nesta segunda (18). A garantia de normalidade no serviço é garantida pelo Sindicato dos Rodoviários em meio as indefinições da discussão de reajuste salarial.

A desembargadora Maria Regina fez uma nova proposta às partes na sexta (15), que prevê 4,75% de reajuste salarial, 5% de aumento no ticket alimentação, 5,5% na cesta básica, 13,55% no plano de saúde e 13,55% no plano odontológico. 

O Ministério Público do Trabalho também apresentou proposta de acordo semelhante, diferindo apenas na forma de concessão do reajuste salarial, para o qual sugeriu um escalonamento da seguinte forma: 4% de maio a setembro e 5% a partir deste mês em diante.

As últimas audiências mediadas pelo TRT terminaram sem qualquer acordo. As negociações se arrastam desde o primeiro semestre, e a Justiça do Trabalho decidiu colocar um ponto final hoje, a partir das 10h, quando empresários e sindicato deverão se posicionar sobre as propostas.

Os rodoviários reivindicam reajuste de 6% − em julho foi garantida a reposição de 4%, com a promessa de chegar aos 10%. O sindicato afirma que não havendo resoluções, novas manifestações serão realizadas para pressionar os empresários.

Em agosto, o secretário de Mobilidade do Distrito Federal, Fábio Damasceno, afirmou em entrevista ao G1 que é “muito difícil” conceder o aumento real (acima da inflação) reivindicado pelos rodoviários. “Não acho que é impossível, mas é muito difícil. Temos um problema econômico nacional e isso reflete no custo do sistema”, declarou.

A Associação das Empresas Brasilienses de Transporte Urbano de Passageiro (Transit) diz que a proposta é inviável; pois somando todas as reivindicações o reajuste é de 46%. 

Em números, isso significa um aumento de R$ 15 milhões por mês na conta das concessionárias, sendo impossível fazer uma contraproposta nestes termos. Outro agravante é a dívida milionária que o GDF tem com as empresas de ônibus.