Goiânia: Subsídio para o transporte metropolitano é defendido na CEI

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Por Rafael Martins

A CEI do Transporte Coletivo ouviu nesta sexta-feira (11) os representantes das empresas de ônibus, Leomar Avelino, diretor-executivo da RedeMob Consórcio e Adriano Machado, do Sindicato das Empresas de Transporte Coletivo Urbano de Passageiros de Goiânia - SET.

Tanto os membros da Comissão, quanto os empresários defenderam que para a RMTC ser sustentável é fundamental que o poder público subsidie o sistema de transporte metropolitano. “O modelo da rede metropolitana é imprescindível para que as pessoas possam se deslocar entre os 18 municípios de forma integrada, mas para que o serviço seja de qualidade é preciso discutir a unidade tarifária, pois sem subsídio ou diferenciação da tarifa fica impossível” afirmou Leomar Avelino.

Anselmo Pereira (PSBD), relator da CEI, disse que um dos objetivos da Comissão é propor soluções para o setor, e defende a tarifa diferenciada na RMTC com a volta dos anéis tarifários, extintos em 2005 quando passou a vigorar a tarifa única metropolitana. "Precisamos defender o retorno dos anéis tarifários para que os goianienses não sejam injustiçados pagando o mesmo valor que pessoas que se deslocam para a capital de outros municípios da rede", justificou o relator.

Já Adriano Machado destacou que o modelo de governança do transporte integrado que atende um raio de 42 quilômetros que circundam Goiânia precisa definir melhor os papéis de cada um dos seus agentes. “Definir a responsabilidade de cada entidade e nesse caso os investimentos em obras de infraestrutura cabe ao poder público”, defendeu adicionando que o Estado tem deixado a desejar no seu papel de operacionalizador do transporte da Metrobus, que é empresa pública, apesar de ser o regulador e fiscalizador dos serviços públicos.

Nesta semana, os membros da CEI procuraram o governador governador Marconi Perillo (PSDB) para pedir apoio nas medidas para melhorar o transporte metropolitano.

Dentre as sugestões apresentadas está no subsídio do poder público e a criação de um Fundo de Transporte Público, através da destinação de um percentual do IPVA. Este fundo poderá financiar os investimentos em infraestrutura do transporte e subsidiar a tarifa para os usuários.

Outra alternativa a ser proposta para o Fundo seria a instalação de parquímetros com um percentual das receitas por eles obtidas sendo destinadas ao fundo do transporte urbano.

A terceira proposta da CEI é a criação de uma tarifa técnica (tarifa de remuneração). A tarifa de remuneração é o custo total do transporte coletivo, cujo cálculo integra o custo real do serviço somado a remuneração do operador.

Outra proposta apresentada foi de ter policiamento fixo nos terminais metropolitanos para combater os elevados índices de violência nos terminais, principalmente os do Eixo Anhanguera. De acordo com o relator da CEI, vereador Anselmo Pereira, a sugestão foi prontamente acatada pelo governador.

A CEI deverá ser encerrada no próximo dia 30 de agosto quando será apresentado relatório que será encaminhado para o Ministério Público de Goiás.