DF: Rodoviários suspendem greve, porém ônibus devem circular somente amanhã (29)

Por Rafael Martins com informações do TRT

Dois pedidos de liminar foram ajuizados pelas concessionárias do transporte de Brasília. O primeiro ajuizado pela manhã foi o das empresas Viação Piracicabana, Viação Pioneira, Auto Viação Marechal e Urbi. No período da tarde, a Expresso São José também ajuizou um dissídio coletivo de greve solicitando a garantia de circulação de 80% da frota efetiva de cada linha de transporte operada pela empresa. A desembargadora Maria Regina analisou o pedido e também determinou a circulação de 100% da frota de cada linha da Expresso São José nos horários de pico.

No final da tarde desta segunda-feira (28) ocorreu no TRT a audiência de conciliação entre sindicato e empresas de ônibus.

A categoria optou por suspender a paralisação, e deve reunir-se amanhã em assembleia para definir os rumos da greve. O serviço de transporte também será retomado a partir das 5h desta terça-feira (29).

Cerca de 1 milhão de passageiros estão sendo afetados com a paralisação dos rodoviários. Desde às 5h, nenhum ônibus das cinco empresas saíram das garagens. Apenas os micro-ônibus que fazem as linhas circulares nas cidades e os ônibus da TCB estão operando.

Os passageiros foram pegos de surpresa com a paralisação. Segundo o sindicato, a mobilização é por tempo indeterminado. Há pelo menos um mês, os rodoviários aprovaram a nova proposta dos empresários de 4% de reajuste nos salários, cesta básica, vale-alimentação e plano de saúde e odontológico, retroativa a maio; porém segundo a entidade sindical a reivindicação de aumento de 10% na remuneração e 20% nos benefícios iria continuar. Na época, o Sindicato dos Rodoviários não descartou eventuais paralisações para pressionar os empresários de ônibus a apresentarem uma proposta de reajuste que satisfizesse a categoria. 

Mais cedo, uma decisão do Tribunal de Justiça do DF determinou que o Sindicato dos Rodoviários coloque 100% da frota de ônibus nos horários de pico, e metade nos demais horários, que em caso de descumprimento a entidade pode ser multada em R$ 1 milhão.

Outra decisão, do TRT, determinou também o retorno imediato da frota nas ruas, sob pena de multa de R$ 150 mil caso descumprida.