Goiânia: Caixa se compromete a retomar repasse para obras do BRT Norte-Sul

Uma reunião realizada no Paço Municipal, na manhã desta quinta-feira (20), definiu o retorno, em caráter de urgência, das obras do Bus Rapid Transit (BRT) Norte-Sul de Goiânia e do repasse de recursos por parte da Caixa para o projeto.

Conforme divulgado nessa quarta-feira (19), pelo jornal O POPULAR, as obras do corredor de trânsito rápido para o transporte coletivo estavam paralisadas devido a suspensão do repasse de recursos pela Caixa Econômica Federal, responsável pelo financiamento da obra, após processos do Tribunal de Contas do Município (TCM) e do Tribunal de Contas da União (TCU) por irregularidades ainda no processo licitatório de 2014.

Participaram do encontro o prefeito de Goiânia, Iris Rezende, junto com a superintendente da Caixa Econômica Federal (CEF), Marise Fernandes, secretários municipais e representantes do consórcio responsável pelo projeto.

Inicialmente, a instituição financeira negou que houve suspensão dos recursos. No entanto, na reunião de hoje, a superintendente da Caixa em Goiás, afirmou que não houve determinação da Controladoria Geral da União (CGU) ou mesmo do Tribunal de Contas da União (TCU) para paralisar as obras. “Foram feitos apontamentos de preços de itens e materiais que estão acima e outros que estão abaixo do preço. Decidimos, neste contexto, suspender o repasse para análises. Ação é normal e comum em todo país”, explicou.

A superintendente disse, ainda, que a obra está orçada em R$ 240 milhões. Deste montante, 22% já foram repassados pelo Governo Federal via Ministério das Cidades e recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS).

Para o titular da Secretaria Municipal de Governo (Segov), Samuel Almeida, o importante é frisar que o preço do contrato em si não está superfaturado. “Buscaremos um consenso com a empresa e os órgãos controladores federias [CGU e TCU] e cumpriremos a determinação do prefeito Iris de retomar a obra de forma urgente, uma vez que as frentes de trabalho não deveriam sequer ter sido paralisadas”, pontuou.

Há pouco mais de um mês, a Prefeitura de Goiânia retomou as obras após negociar uma dívida de R$ 11 milhões referentes à contrapartida do município com o consórcio da obra. A previsão é que dentro de dois anos os 21 quilômetros do projeto em Goiânia e os sete em Aparecida de Goiânia recebam mais de 120 mil usuários por dia, em 28 bairros.

Fonte: O Popular