Goiânia: Aumento em tributos sobre combustíveis pressiona empresas de ônibus a pedirem reajuste da tarifa

Terminal Isidória
Por Rafael Martins

O decreto publicado na semana passada pelo governo federal elevou a alíquota de PIS/Cofins que incide sobre a gasolina, o diesel e o etanol. A tributação sobre o diesel subiu em R$ 0,21 e ficou em R$ 0,46 por litro do combustível.

Apesar do congelamento tarifário anunciado em maio pelo Governo de Goiás, o aumento em tributos sobre combustíveis pressiona empresas de ônibus a pedirem reajuste da tarifa, que está defasada. Isto porque o cálculo da CMTC aprovado pela AGR apontava para reajuste da tarifa de 8% (valor iria de R$ 3,70 para R$ 4), e com este compromisso do Governo Estadual o aumento para ficou em 5%.

A elevada carga tributária penaliza ainda mais as empresas de ônibus, que deparam-se com uma queda de demanda crescente ano após ano e em contrapartida as tarifas elevam em igual proporção. É uma equação simples: quanto menor o número de usuários pagantes diretos, maior o valor da tarifa para cobrir os custos.

A CMTC reconhece que a alta dos combustíveis afeta diretamente as empresas e que o cálculo deve ser novamente discutido. Conforme revelado ontem (24) pelo jornal O Popular, ainda não se sabe quais serão as diretrizes para essa discussão. 

Outro fator que pesa no debate é a reunião dos membros da Câmara Deliberativa do Transporte Coletivo - CDTC, que tem a decisão final sobre o reajuste. Parte dos membros, que são do Legislativo, estão em recesso parlamentar dificultando o encontro.

Há um consenso geral entre empresas e poder público de que o momento não é ideal para o reajuste da tarifa. Entretanto outras medidas para reduzir os custos estão em pauta, como a adoção de tarifas diferenciadas dentro da RMTC; e o repasse dos terminais metropolitanos administrados pelas empresas de ônibus para as prefeituras.