Goiânia: Ambulantes são retirados dos terminais do Eixo Anhanguera

Rápido Araguaia - 50206
Por Rafael Martins

Uma fiscalização da Prefeitura de Goiânia com apoio da Polícia Militar retirou os ambulantes irregulares em dois terminais: Praça A e Praça da Bíblia. Passageiros do Eixo Anhanguera reclamavam do tumulto que os ambulantes causavam no corredor de acesso das linhas alimentadoras para a plataforma do Eixão, atrapalhando o embarque e desembarque de passageiros. A ocasião era perfeita para a prática de delitos como furtos e roubos.

Em dois dias de operação que tem o objetivo de dar mais segurança aos passageiros, a Prefeitura retirou 40 ambulantes dos locais. Quem passou hoje pelos terminais, encontrou um local mais aprazível de circulação com presença de vigilância e da PM. Os usuários aprovaram a medida, e pedem que seja constante estas ações.

Desde as reformas dos terminais de integração metropolitanos, e a mudança de gestão para o RedeMob Consórcio; o comércio irregular é proibido nestes locais. Com isso, os ambulantes concentraram-se nos terminais e ônibus do Eixo Anhanguera, apesar deste último a prática ser proibida no interior dos veículos.

Insegurança

O Terminal Praça A, apesar de ser o menor do Eixo Anhanguera, é um dos mais movimentados da capital. Projetado para 20 mil passageiros/dia, passam pelo local atualmente 70 mil pessoas. 

O terminal é considerado um dos mais perigosos do Eixo Anhanguera. Apesar da operação da Prefeitura ter como objetivo a segurança de quem usa o transporte coletivo, passageiros relatam uso de drogas nas dependências do local, roubos e arrastões.

Os delitos não tem hora para acontecer, e quem passa pelo Terminal Praça A alerta: os banheiros são uma armadilha. 

Mesmo com a vigilância presencial e o videomonitoramento, usuários dizem que nem isso inibe a ação dos ladrões; e pedem uma maior atuação e presença da Polícia Militar nos terminais. 

A PM diz que realiza rondas frequentes, porém não é de sua obrigação garantir segurança dentro dos terminais; já que tal responsabilidade são das empresas de ônibus que fazem a gestão dos locais. Todavia, apesar da vigilância privada; a mesma não possui poder de polícia, necessitando do apoio constante da PM nestes locais.