Anápolis: Em negociação com a Urban, Prefeitura consegue redução de taxa de custeio aos lojistas do Terminal Urbano

Terminal Urbano de Anápolis
Por Rafael Martins com informações da Prefeitura de Anápolis

O impasse entre os lojistas do Terminal Urbano e a Urban chegou a um consenso. Na inauguração do posto de atendimento da CMTT no local, o prefeito Roberto Naves (PTB) falou aos lojistas sobre a satisfação em ter contribuído para que as negociações fossem benéficas para todas as partes envolvidas.

O Executivo Municipal interveio em processo de negociação entre os lojistas e a Urban, e conseguiu reduzir a taxa de aluguel de R$ 104 mil para R$ 55 mil por metro quadrado. “Sem a participação do prefeito Roberto Naves esse consenso não seria possível, considerando o valor apresentado inicialmente e o valor final”, enfatizou o presidente da Associação dos Lojistas do local, Lourival Batista.

Gilberto Amarante de Souza, também comerciante do Terminal, revelou que muitos lojistas pensaram em largar sues negócios por não terem condições de arcar com os valores estipulados pela Urban.

Entenda o caso

A queda de braço entre os lojistas e a Urban começou no apagar de luzes do mandato do ex-prefeito João Gomes, quando no dia 29 de dezembro de 2016, publicou o decreto no qual revogou a autorização de uso de bens públicos localizados no Terminal Urbano.

O ato administrativo foi justificado com base no contrato de concessão entre a Prefeitura e a Urban. Nele, estabelece que a competência de administrar, manter e operar o Terminal, inclusive com direito real de uso e exploração do comércio é da empresa de ônibus.

A revolta dos comerciantes começou quando a empresa anunciou que iria cobrar uma taxa referente aos custos do Terminal que deveriam ser pagas integralmente por eles, mas os valores não agradaram a maioria que consideraram o preço exorbitante. Ao todo o Terminal têm 80 espaços comerciais de diversos tamanhos.

Em janeiro deste ano, a Prefeitura de Anápolis revogou o decreto que formalizava a transferência do Terminal Urbano para a Urban.

Insatisfeitos com a cobrança a ser feita pela concessionária do transporte, os lojistas protestaram duas vezes na Câmara Municipal. Diante das manifestações dos comerciantes do Terminal, os parlamentares recorreram ao Executivo Municipal para solucionar o imbróglio.

Com um custo de manutenção orçado em 2009 em R$ 66 mil reais/mês, os valores atuais estão estimados em R$ 105 mil reais/mês.

Para se chegar ao valor a ser cobrado dos lojistas, foi feito um cálculo com as despesas do Terminal, e o valor foi rateado e cobrado proporcionalmente por metro quadrado ocupado dentro do Terminal. 

Apesar da conclusão desse levantamento, a Urban não efetuou nenhuma cobrança aos lojistas referente aos custos do Terminal.