DF: Sem ônibus e metrô, passageiros ficam reféns das cooperativas, ônibus do Entorno e transporte pirata

Por Rafael Martins

Cerca de 1 milhão de passageiros estão sendo afetados com a paralisação dos rodoviários. Desde às 5h, nenhum ônibus das seis empresas saíram das garagens. Apenas os micro-ônibus que fazem as linhas circulares nas cidades estão operando. 

Quem precisou ir para outra região do DF ou Plano Piloto, ficou refém do transporte pirata; ou pagaria mais caro embarcando nos ônibus que vem do Entorno.

Na Rodoviária do Plano Piloto, maior terminal de ônibus do DF, as baias ficaram vazias. O movimento era apenas de pessoas, já que com o policiamento reforçado no local, nenhum veículo pirata parou dentro da Rodoviária. 

Quem precisou pegar o metrô, deparou-se com as portas das estações fechadas. Cerca de 160 mil passageiros foram prejudicados com a paralisação. 

A Assessoria do Metrô informou que da liminar obtida pelo Governo de Brasília, que determinou a presença de 50% dos empregados do Metrô-DF nesta sexta-feira (30/06), a empresa decidiu suspender a operação por questões de segurança. 

O Metrô-DF necessita de, pelo menos, 75% de seus empregados trabalhando normalmente, o que garante 18 trens em funcionamento e uma operação com o mínimo de segurança necessária para o usuário.


Para diminuir os transtornos, as faixas exclusivas da W3 Sul e Norte e Setor Policial Sul, de responsabilidade do Detran, e da EPTG e EPNB, de responsabilidade do DER, estarão liberadas da 0h às 23h59 de sexta-feira. A proibição de tráfego restringe-se ao corredor exclusivo do BRT, que liga Gama e Santa Maria ao Plano Piloto.

A Procuradoria-Geral do Distrito Federal obteve ontem uma liminar que garantiria o funcionamento mínimo de 50% da frota do transporte público do DF; porém o TRT negou os pedidos de liminares de empresas de ônibus e da Companhia do Metropolitano do Distrito Federal para suspensão da greve dos rodoviários e dos metroviários convocada para esta sexta-feira (30), por ocasião da greve geral convocada pelas centrais sindicais.