DF: Apenas 9% da frota de ônibus tem motor traseiro

Por Rafael Martins

Dados do DFTrans revelam que dos 3,4 mil ônibus, somados os das cinco bacias e os micro-ônibus das cooperativas, apenas 306 possuem motorização traseira. 

Para reverter esse cenário, a Lei nº 5.590/2015, de autoria do deputado Rafael Prudente (PMDB-DF), proíbe ônibus com motor dianteiro no sistema de transporte coletivo do DF. A norma determina a substituição gradativa dos veículos com motor dianteiro por outros com motor traseiro ou central, observando o limite de idade média da frota para operação.

Até 2018, o máximo de veículos novos com motor dianteiro é de 30%. Em 2019, o montante deve ser de 25%, e, em 2020, de 20%. A partir de 2021, o percentual mínimo da frota adquirida de motor traseiro deve ser de 85%.

A renovação gradual da frota justifica-se para que os investimentos a serem feitos não sejam repassados de uma vez para a tarifa; já que o custo de um ônibus com motorização traseira é 20% superior aos convencionais.

As regras não valem, entre outras categorias, para os ônibus que operam em vias não pavimentadas pelo transporte complementar rural e para os micro-ônibus.

Quase metade dos rodoviários sofrem com perda auditiva

Durante investigações conduzidas pelo MPT, ficou constatado que 48% dos rodoviários são vítimas de Perda Auditiva Induzida por Ruído (PAIR). A doença é causada pela exposição continuada a níveis elevados de pressão sonora pelo meio ambiente de trabalho e propicia diminuição gradual da acuidade auditiva.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) define o nível de 50 decibéis como limite de conforto, e 60 decibéis como limite para perda de concentração. O rodoviário está exposto a ruídos de cerca de 90 decibéis, muitas vezes tendo sua jornada de trabalho estendida a 10 horas diárias.

Apenas no Distrito Federal, dados previdenciários revelam que entre 2001 e 2012 aproximadamente cinco mil rodoviários pediram licença do trabalho devido à perda crescente de audição.