Goiânia: Plano Diretor de Goiânia vai manter eixos de transporte na lei

O Plano Diretor de Goiânia a ser realizado neste ano será uma grande atualização da lei em vigência, feita em 2007. A intenção do grupo de servidores da Secretaria Municipal de Planejamento e Habitação (Seplanh) que se debruça na realização do modelo estrutural que vai reger as diretrizes das políticas urbanas em Goiânia é de dar continuidade ao que foi feito e discutido há dez anos. A decisão, para especialistas, é positiva justamente por não haver uma mudança drásticas no regramento já existente e nem nas políticas desenvolvidas.

Até por isso, está definido que a cidade vai continuar sendo pensada e dividida com base nos eixos estruturantes para o transporte coletivo, que são as principais avenidas da cidade, onde devem ser instalados corredores de ônibus e que permitem maior adensamento, ou seja, conjuntos residenciais com mais unidades. A diferença é que haverá um reforço para a interação entre os modais. Esse tema já está na lei atual, mas a identificação dos técnicos é para valorizar ainda mais.

O entendimento é que, nesses dez anos, houve a necessidade de planejar a cidade com o foco da mobilidade no uso de diversos modais, especialmente com a inclusão dos trechos cicloviários no cenário urbano. A ideia, segundo a arquiteta e urbanista da Seplanh, Janamaina Costa Bezerra de Azevedo, não é para que a integração seja feita apenas nos terminais do transporte coletivo, mas também em pontos de grande fluxo na cidade, como a Praça Cívica.

O superintendente de Planejamento da Seplanh e coordenador do grupo de trabalho do Plano Diretor 2017, Henrique Alves, afirma que o Centro da capital terá uma atenção especial na lei com a ideia de revitalizar a valorizar a região histórica. “Estamos trabalhando ainda no que o Centro deve virar, mas haverá um trabalho específico de ordenamento territorial lá.”

Trabalho

Diferente do que ocorreu em 2007, quando uma consultoria externa coordenou os trabalhos para a realização do Plano Diretor, neste ano a opção da Prefeitura foi de manter a coordenação na própria Seplanh. Da última vez, também em uma gestão Iris Rezende (PMDB), a coordenação ficou por conta do arquiteto e urbanista Luis Fernando Cruvinel Teixeira, o Xibiu. “Todos os trabalhos estão sendo feitos pelos técnicos da Prefeitura. Não negamos que alguma consultoria possa ser contratada para fazer algum serviço pontual, mas a coordenação será nossa”, diz Alves.

A equipe da Seplanh dividiu os trabalhos em três fases e ainda está na última etapa da primeira fase, que é a coleta de dados para realizar o diagnóstico. Até então, foram realizadas a leitura e análise da lei de 2007 para identificar as especificidades de cada artigo e as vistorias técnicas in loco em todas as regiões da capital.

Fonte: O Popular