DF: Após paralisação nesta manhã, empresas pagam rodoviários e ônibus voltam a rodar

Por Rafael Martins

Os rodoviários de quatro, das seis empresas de transporte urbano de Brasília, paralisaram suas atividades nesta manhã em protesto contra a falta depósito de 40% relativo ao adiantamento do salário de maio e o auxílio alimentação. Quem precisou de pegar ônibus, teve de buscar alternativas como o Metrô ou o transporte pirata.

Por volta de 09h, os rodoviários da Viação Marechal encerraram a paralisação. De acordo com a Transit - Associação das Empresas Brasilienses de Transporte Urbano de Passageiros - o adiantamento cobrado pelos rodoviários foi integralmente pago por todas as concessionárias na manhã desta quarta. São José e Marechal já efetuaram os depósitos. Urbi e Pioneira garantem que até o fim do expediente bancário, 16h, o valor estará na conta dos rodoviários.

Os ônibus das cinco empresas já circulam normalmente.

O GDF repassou nesta segunda-feira (22) R$ 11 milhões de reais para as concessionárias do transporte urbano de Brasília, referentes às gratuidades do sistema. A medida é para evitar novas paralisações dos rodoviários, já que os empresários alegam não ter dinheiro suficiente para cobrir os custos.

No último sábado, apenas os rodoviários da Viação Piracicabana trabalharam normalmente, isto porque a empresa pegou um empréstimo para poder pagar os rodoviários. Os demais trabalhadores cruzaram os braços, e retomaram o serviço no dia seguinte com a promessa de receberem nesta quarta-feira (24).

As cinco empresas cobram do governo uma dívida de mais de R$ 200 milhões, acumulada desde 2014. O DFTrans rebate a informação das concessionárias, e diz que deve apenas R$ 144 milhões, referentes aos anos de 2015 e 2016.

Entretanto o orçamento previsto para o subsídio não vai cobrir todas as gratuidades, e o GDF já avisou que depende de arrecadação para bancar o sistema de transporte funcionando.

O orçamento do DFTrans para cobrir as gratuidades para o ano de 2017 é de R$ 410 milhões; e segundo a autarquia restam apenas R$ 180 milhões em caixa. Entretanto somente em 2016, R$ 600 milhões foram utilizados para pagar o subsídio ao transporte.

Para diminuir os custos com as gratuidades, o GDF já adotou medidas como o recadastramento por CPF dos beneficiários do Passe Livre e a biometria facial implantada e custeada totalmente pelas concessionárias do sistema. Com o combate as fraudes, o governo espera reduzir os custos com o Passe Livre.