Goiânia: Obras dos corredores de ônibus na Avenida T-7 e o BRT Norte-Sul devem ser retomadas

As obras dos corredores de ônibus na Avenida T-7 e o BRT Norte-Sul (corredor de ônibus de trânsito rápido, da sigla em inglês Bus Rapid Transit) devem ser retomadas ainda nesta primeira quinzena do mês. As duas construções estavam paradas desde o último trimestre do ano passado, ainda na gestão Paulo Garcia (PT) e completaram seis meses sem avanços com os três primeiros meses da administração Iris Rezende (PMDB). A Prefeitura precisou negociar com as empresas responsáveis pela construção das obras e ainda com a União para que os corredores voltassem a ser construídos.

Sobre o Corredor T-7, a estimativa é que toda a obra seja finalizada neste ano. No caso, os valores envolvidos são menores, já que a Prefeitura arca apenas com a contrapartida dos aditivos anuais. No caso do BRT Norte-Sul, a expectativa para a retomada é entre os dias 15 e 20 deste mês. 

O consórcio construtor do corredor aceitou a proposta da Prefeitura que se refere a garantir os pagamentos em dia do que for feito a partir de agora e negociar em um período posterior a dívida de R$ 11 milhões que foi deixada pela gestão anterior. 

A expectativa do secretário de Infraestrutura e Serviços Públicos (Seinfra), Fernando Bertoldi Cozzetti, é que todo o trecho norte, que vai da Praça do Trabalhador até o Terminal Recanto do Bosque, possa ser finalizado ainda neste ano.

A data do retorno das obras, segundo o secretário, ainda é incerta em razão do período chuvoso. Cozzetti explica que, neste primeiro momento, a Prefeitura vai arcar com a contrapartida do BRT Norte-Sul com recursos do próprio Tesouro Municipal. 

A projeção feita pela administração é que será possível pagar o que for feito durante este ano. Por outro lado, ainda se tenta negociação com a União para conseguir um novo financiamento capaz de ajudar no pagamento das contrapartidas e ainda da conclusão da obra, que vai até Aparecida de Goiânia, no trecho sul.

Contrapartidas

Esta negociação se refere ao financiamento do programa de Contrapartidas do Programa de Aceleração de Crescimento (CPAC), feito pela Caixa Econômica Federal. A União, segundo informou Cozzetti, vai disponibilizar R$ 3 bilhões para todo o País neste tipo de financiamento para a finalização de obras de infraestrutura. “Vamos entrar nessa fila e negociamos para conseguir o financiamento.” A estimativa é que são necessários cerca de R$ 56 milhões para o término de toda a obra do BRT.

Sobre as mudanças no projeto, que chegaram a ser um pedido do prefeito Iris Rezende para que o corredor não passasse pelo Centro de Goiânia, Cozzetti afirma que os gestores têm conhecido mais a obra e verificaram que houve participação de diversas entidades, como o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). A tendência é que se mantenha o projeto original.

Novos editais estão em elaboração

Os corredores de ônibus nas avenidas 85, T-63, T-9, Independência e 24 de Outubro, que tiveram os contratos entre Prefeituras e empresas vencedoras das licitações feitas em 2015 desfeitos, ainda não têm data para serem iniciados. No entanto, o Paço já iniciou o processo de realização dos editais de licitação para a realização dos projetos dos corredores. A previsão é que os cinco corredores sejam divididos em três lotes.

Apenas depois que os projetos estiverem prontos é que se fará a licitação para a contratação das construtoras. O distrato e a divisão das licitações foram uma exigência da Controladoria Geral da União (CGU) para manter o contrato do governo federal com a Prefeitura. O secretário Fernando Bertoldi Cozzetti, da Seinfra, explica que os projetos não terão interferência da Prefeitura.

Há a ideia de que os corredores funcionam melhor quando as faixas são exclusivas, na esquerda da via, semelhante à Avenida Anhanguera. A mudança, já que inicialmente as faixas seriam à direita, é inviável para técnicos da Prefeitura ouvidos pelo POPULAR. Uma via para conter uma faixa de ônibus e duas de veículos comuns necessita ter um espaço de 8,5 metros, além de canteiros centrais de 3,5 metros, para que seja segura a instalação dos pontos de ônibus. Ocorre que na Independência e T-9, por exemplo, os canteiros são de 80 centímetros, inviabilizando a proposta.

Já em relação à Avenida 24 de Outubro o caso é ainda pior, já que não há os canteiros centrais. As únicas avenidas com este espaço são a 85 e a T-63. Porém, nesta primeira haveria a necessidade da retirada das palmeiras em todo o canteiro que há entre o viaduto da Praça do Ratinho e a Avenida S-1, mas no restante do trecho nem mesmo existe esse espaço central. 

Na T-63, além das árvores, há a ciclovia, que seria extinta. “Vamos deixar que os projetistas vejam qual o melhor local para a faixa do ônibus de acordo com cada via. O que o projeto técnico disser, nós da Prefeitura vamos acatar”, afirma Cozzetti.

Fonte: O Popular