Goiânia: Paço renova contrato do BRT, mas ainda busca verbas para retomar obras

Por Rafael Martins

Após duas semanas em que as obras do BRT foram alvo de audiência pública na Câmara Municipal de Goiânia, a Prefeitura da capital assinou um aditivo de contrato no valor de R$ 255,2 milhões pelo prazo de quatro anos com o consórcio responsável pela obra. A informação é da coluna O Giro, do jornal O Popular.

Segundo a coluna, a medida foi decidida de última hora já que o contrato inicial estava prestes a vencer. Entretanto, a dilatação do prazo não significa que o Paço terá condições de retomar as obras imediatamente.

Uma das causas para a paralisação da obra está na falta da contrapartida financeira do Paço para a execução da obra. A previsão de término do BRT era em março de 2017, mas até o momento nem 30% foi executado. Ao Giro, o secretário de Finanças, Oséias Pacheco, afirmou que o maior impasse se refere à contrapartida da Prefeitura, estimada em R$ 50 milhões; e que a equipe financeira do município ainda estuda como retomar as obras. “O contrato foi assinado para não perdermos o prazo de validade. Agora é trabalhar para garantir os recursos.", disse o secretário a coluna.

No montante a ser pago ao consórcio criado para a execução do projeto estão incluídos recursos federais que ainda não estão garantidos. Uma das alternativas, segundo a coluna o Giro, é a contratação de empréstimo.

O custo inicial do BRT é de R$ 340 milhões, com a contrapartida do município em torno de R$ 130 milhões, de acordo com informações da Prefeitura de Goiânia. Quanto maior o prazo para entrega, mais cara a obra fica.