Goiânia: Melhorias no sistema como contrapartida para o reajuste

Rápido Araguaia - 50512
Por Rafael Martins

O novo valor, ainda não definido, da tarifa de ônibus na Região Metropolitana Goiânia pode já entrar em vigor no mês que vem. Os cálculos apresentados pelas empresas e a CMTC já estão em análise na Agência Goiana de Regulação, Controle e Fiscalização de Serviços Públicos (AGR). Após o parecer do órgão, os estudos serão apreciados em reunião na Câmara Deliberativa de Transportes Coletivos (CDTC); colegiado que delibera sobre a tarifa metropolitana.

De acordo com a matéria publicada ontem (22) pelo Jornal O Popular, a Prefeitura da capital busca com as empresas de ônibus a adoção de medidas de melhoria no sistema como contrapartida ao reajuste. Esta pressão justifica-se, pois o prefeito Iris Rezende prometeu melhorar o sistema de transporte no prazo de um ano na campanha para o Paço em 2016.

"Tomando posse, no dia seguinte eu estarei com tudo nas mãos para reunir com os concessionários, incluindo o governo estadual para saber o que pode ser feito imediatamente, acrescentando ônibus novos, abrindo novas linhas, construindo pontes e viadutos nos locais mais críticos para deslanchar o trânsito e consequentemente permitir maior velocidade aos ônibus. Antes de um ano é um tempo suficiente para abrirmos licitação e realizarmos este trabalho”, afirmou Iris em entrevista à TV Anhanguera no dia 31 de outubro de 2016.

Apesar da pressão, os empresários afirmam que operam em déficit, já que a demanda de passageiros caiu ano após ano. A região metropolitana da capital teve a segunda maior queda de passageiros transportados no país, em 7,9%, segundo a NTU (Associação Nacional das Empresas de Transporte Urbano). Além disso, a data-base dos motoristas já começa a valer em maio.

A diminuição do número de passageiros cria uma dificuldade adicional para prefeituras e governos estaduais, que são os responsáveis pela gestão desse sistema. Como a receita das empresas cai, é necessário readequar as despesas delas ou aumentar tarifas para cumprir os contratos.

Outro empecilho que trava os investimentos está no custo do sistema através da tarifa única em toda a RMTC. Isso quer dizer que o ônibus a cada dia tem de ir mais longe buscar o passageiro e é menos remunerado por essa viagem. A falta de subsídio no transporte, o torna extremamente caro para o bolso do usuário; já que a tarifa cheia paga por ele é quem cobre todo o custo do sistema.