Goiânia: Estações do Eixo Anhanguera em estado de abandono

A população usuária do transporte público de Goiânia tem enfrentado problemas estruturais nas plataformas de embarque e desembarque do Eixo Anhanguera. Além da pintura, que na maioria das plataformas já estão descascadas, os usuários enfrentam até mesmo problemas de locomoção. Em alguns casos como na Estação Universitária, portadores de necessidade especiais reclamam das plataformas com pouca acessibilidade. Partes dos pisos, nas proximidades da catraca, foram arrancados. Na parte externa, a grade de proteção que divide a via para os carros comuns e os ônibus foi retirada.

“É uma situação muito crítica e triste. Está tudo quebrado. Quando a plataforma está lotada é ainda pior, já presenciei idosos tropeçando. Com o tumulto e a cerâmica dessa forma as pessoas caem mesmo”, conta o construtor Valdo Gomes. Ao chover a quantidade de água que invade as plataformas são exageradas. Parte da cobertura da estação está caindo. “Vaza muita água. Chove mais dentro do que fora”, reclama a estudante Lara Souza. “Passo todos os dias por aqui. Poderiam melhorar. Está precisando. Não oferece segurança”, sugeriu a estudante.

Indignada, a fiscal de caixa Adriana de Fátima relatou que já viu profissionais fazerem algum trabalho na plataforma. Mas segundo Fátima, já faz um “bom tempo”. Para a fiscal de caixa, nos terminais, a situação não é diferente. “O teto está cheio de buraco”. A situação de desagrado da plataforma também é perceptível em outras, entre os setores Vila Nova e Centro – a maioria não apresenta a faixa de segurança. No setor Campinas, o principal problema encontrado pelos usuários é a quantidade de água que invade as plataformas. Assim como na plataforma da Estação Universitária, a cobertura também apresenta defeitos.

Manutenção

Em nota, a Rede Metropolitana de Transporte Público (RMTC), por meio da RedeMob Consórcio informou que irá desenvolver em conjunto com a Metrobus, projetos para a revitalização da estações e terminais . 

A nota apenas disse que os projetos serão realizados em médio prazo. A nota também informou que cabe ao consórcio [RedeMob] gerir os terminais e estações, controlar a operação e dar informações do serviço. 

À Metrobus, cabe fazer todos os investimentos necessários à melhoria da infraestrutura de terminais e estações, realizar a manutenção da frota e disponibilizar os ônibus e motoristas para realização das viagens programadas.

Fonte: O HOJE