Goiânia: Corredores preferenciais não serão reiniciados de imediato

A implantação ou finalização dos corredores preferenciais de ônibus em Goiânia não terão sequência imediata pela Prefeitura, mesmo se a gestão conseguir os recursos necessários para o trabalho. As obras de conclusão das alterações nas avenidas T-63, 85 e T-7, por exemplo, estão paradas por falta do pagamento das contrapartidas municipais junto ao governo federal, que interrompeu os repasses. 

Outros três corredores tiveram autorização do Ministério das Cidades em julho de 2014 para inclusão no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) – Pacto pela Mobilidade, mas sequer foram iniciados. São as obras das avenidas Independência, 24 de Outubro e T-9. 

“Mesmo quando tivermos retomado as condições financeiras de dar continuidade a esse plano de mobilidade, não o faremos. Vamos reavaliar todos os casos e as obras não serão iniciadas de imediato, sem discussão em cada região, inclusive com audiências públicas”, avalia o secretário municipal de Trânsito, Felisberto Tavares (PR).

Precedente

“O prefeito Iris Rezende quer rediscutir até o projeto do BRT. Também podemos reavaliar os corredores. Penso que a melhor opção é a faixa de ônibus à esquerda e não à direita”, afirma o secretário.

Alterações

No fim de fevereiro, o prefeito anunciou a intenção de “não violentar” o Centro. Para Iris, o BRT iria do Terminal Recanto do Bosque à Estação Terminal Rodoviária e do Terminal Isidória ao Cruzeiro do Sul.

Deputado votará contra aumento na CDTC

O deputado Marlúcio Pereira (PSB) adiantou o voto na sessão que deve definir o reajuste da tarifa de ônibus de Goiânia e região metropolitana. “Sou radicalmente contra este reajuste”, afirma o deputado que é membro representante da Assembleia Legislativa na Câmara Deliberativa do Transporte Coletivo (CDTC). A expectativa é de que o novo valor, que atualmente é R$ 3,70 chegue a R$ 4. 

No ano passado, o deputado voltou contra o reajuste e não vê explicação para tal aumento. “Não vemos melhoria alguma no sistema, não houve a troca da frota, os pontos de ônibus estão precários, em alguns lugares eles se quer existem e as pessoas são transportadas como gado”, defende o parlamentar. O deputado realiza visitas em terminais e pontos de ônibus em Aparecida e Goiânia. 

“Depois que estamos vendo tudo de perto, é inadmissível falar em reajuste agora, primeiro é preciso haver uma melhora significativa”, acrescenta. Posição semelhante é defendida pelo vereador Clécio Alves (PMDB), que também é membro da CDTC.

Pesquisa

Na semana passada foi divulgado o resultado de uma pesquisa realizada pelo Ministério Público em parceria com a Universidade Federal de Goiás (UFG), que revela a insatisfação dos usuários do transporte coletivo na grande Goiânia.

Nota baixa

De zero a cinco, a nota para os transportes de Goiânia e região metropolitana é 2,85. “Isso demonstra o quanto o serviço é ruim, por isso que mesmo sendo voto vencido na CDTC vamos votar contrário a este absurdo”, finaliza Marlúcio.

Fonte: Coluna Xadrez/O HOJE