Goiânia: Corredor da 24 de Outubro está parado há mais de um ano

O projeto da implantação de um corredor de ônibus na Avenida 24 de outubro, no Setor Campinas esta parado. Conforme a Companhia Metropolitana de Transporte Coletivo (CMTC) o corredor teria 3,4 km e beneficiaria 102 mil pessoas, promovendo o ganho de 12 minutos no trajeto dos ônibus pela via. Apesar disso, o projeto que teve o processo de licitação finalizado no ano passado esta parado, aguardando nova avaliação da prefeitura e diálogo com comerciantes da região. O proprietário de uma lanchonete, no centro da Avenida, Debson André concorda que o corredor atenderia as necessidades dos usuários. Porém, o empresário questiona o efeito no comércio. “Já fui multado duas vezes ao realizar carga e descarga a onde é exclusivo para os ônibus. Além disso, essa região é carente com estacionamento”.

Por outro lado, a diarista Creuza de Fátima avalia como “ótima” a implantação de um corredor. “Esperamos muito tempo, parados no ponto. Isso, fora o tempo gasto com esse trânsito. A maioria das lojas possuem a entrada cheia de carros, o que acaba impedindo a fluidez dos ônibus”, relata. Para o funcionário de uma ótica, Paulo Cézar, a implantação de um corredor de ônibus acarretaria na perda de clientes. “Quando cheguei a Campinas, o estacionamento na porta da ótica já era proibido. Mas temos um estacionamento privado do lado. Se o mesmo fosse feito dos dois lados da Avenida, mataria as nossas vendas”, afirma o comerciante.

O presidente do Sindicato do Comércio Varejista no Estado de Goiás (Sindilojas-GO), José Carlos Palma Ribeiro, considera a importância dos corredores de ônibus para a Capital. “Locais onde a pista é central como na Avenida 90 ou junto à ilha como na Goiás, tudo bem. Não há empecilhos quanto ao comércio. Mas se for do lado direito é um problema. É óbvio que na lateral mata o comércio”, justifica o sindicalista que defende a discussão antes da implantação.

Diálogo

O Secretário Municipal de Trânsito, Felisberto Tavares, disse em entrevista ao Hoje que as mudanças no trânsito da 24 de Outubro não serão realizadas sem dialogo com as categorias competentes. “Não vamos fazer como foi realizado nas avenidas T-63 e 85. Essa implantação passará pela CMTC e por diálogos com os comerciantes e usuários”, disse o secretário.

De acordo com Felisberto, a região de Campinas possui um trânsito intenso que movimento o comércio. “Se matar as lojas, ninguém aparece lá para trabalhar ou comprar. Tira o sentido do corredor. Temos que tomar essa decisão considerando todos os fatores, e, com o engenheiro responsável”, explicou. Segundo o representante da SMT, ainda não há um dialogo entre as categorias, porém a demanda é necessária. “Deve ser um demanda até maior que a da Avenida T-63”, considerou.

Procurada pela reportagem, a CMTC apenas informou que os projetos da gestão anterior serão avaliados pelo atual prefeito Iris Rezende Machado. Um novo processo de licitação e até mesmo um novo projeto devem ser elaborados.

Fonte: O Hoje