Goiânia: CDTC quer mais linhas de ônibus em Aparecida

HP Transportes - 20052
Por Rafael Martins

Após a pressão feita por Iris Rezende - prefeito de Goiânia - à CMTC e concessionárias para melhorar o transporte metropolitano, agora foi a vez do prefeito de Aparecida e presidente da CDTC, Gustavo Mendanha, fazer as exigências como contrapartida ao reajuste tarifário.

“Vou exigir para Aparecida abertura de novas linhas e melhoria dos ônibus. Hoje apenas fazem o transporte para a capital, mas a realidade no município mudou e milhares de pessoas trabalham em Aparecida. É preciso maior interligação entre os bairros e com os polos industriais”, disse Mendanha a coluna O Giro, do jornal O Popular.

Mendanha enfatizou que não há uma data para reunir o colegiado para definir a nova tarifa de ônibus, mas deixou claro de que não atenderá apenas as demandas de transporte de Goiânia. “O setor terá de estar presente nas demais cidades da Região Metropolitana, inclusive com sedes administrativas, especialmente em Aparecida. Só depois de termos uma proposta concreta das empresas para estas reivindicações é que vamos decidir sobre o reajuste no valor da passagem”, declarou ao O Popular.

A planilha apresentada pela CMTC indica que a tarifa deva aumentar dos atuais R$ 3,70 para R$ 4,00. O reajuste anual está previsto no contrato de concessão de 2008, e leva em consideração vários fatores, como o preço do combustível, gasto com funcionários, manutenção dos ônibus, além da variação dos índices de inflação.

Entretanto, o modelo tarifário na RMTC é singular no país: tarifa única sem qualquer tipo de subvenção no sistema para Goiânia e os municípios da região metropolitana, que nos últimos anos teve um crescimento desordenado encarecendo os custos de operação. Apesar da tarifa ser única, ela é cada vez mais cara.

Além disso, é insustentável o modelo em que a tarifa do transporte custeia todo o sistema. A tarifa que é cobrada hoje de R$ 3,70 tem que pagar o salário do motorista, o óleo diesel, a manutenção dos ônibus e terminais, o custeio do órgão gestor, toda a infraestrutura tecnológica disponível, além dos investimentos que as empresas têm de fazer por obrigação contratual.

Investimentos

Iris Rezende defendeu o reajuste da passagem como forma de cobrar investimentos das empresas no sistema. "A primeira coisa é colocar ônibus suficientes e novos, respeitar a população. Da nossa parte cabe também procurar melhorar o trânsito para facilitar o tráfego dos ônibus", declarou o prefeito da capital na última quinta-feira (23).