Goiânia: Cálculo do reajuste da tarifa chega à CDTC

Por Rafael Martins

Aprovado por unanimidade pelo Conselho Regulador da AGR na última quinta-feira (23), o cálculo que define a nova tarifa de ônibus na região metropolitana já está na Câmara Deliberativa do Transporte Coletivo - CDTC. O aval da AGR é o último passo antes da reunião na CDTC, que delibera sobre a tarifa metropolitana.

A planilha apresentada pela CMTC indica que a tarifa deva aumentar dos atuais R$ 3,70 para R$ 4,00. O reajuste anual está previsto no contrato de concessão de 2008, e leva em consideração vários fatores, como o preço do combustível, gasto com funcionários, manutenção dos ônibus, além da variação dos índices de inflação.

Entretanto, o modelo tarifário na RMTC é singular no país: tarifa única sem qualquer tipo de subvenção no sistema para Goiânia e os municípios da região metropolitana, que nos últimos anos teve um crescimento desordenado encarecendo os custos de operação. Apesar da tarifa ser única, ela é cada vez mais cara.

Além disso, é insustentável o modelo em que a tarifa do transporte custeia todo o sistema. A tarifa que é cobrada hoje de R$ 3,70 tem que pagar o salário do motorista, o óleo diesel, a manutenção dos ônibus e terminais, o custeio do órgão gestor, toda a infraestrutura tecnológica disponível, além dos investimentos que as empresas têm de fazer por obrigação contratual.

Reunião sem data

O prefeito de Aparecida de Goiânia, Gustavo Mendanha, que também é presidente da CDTC até o fim deste ano; disse que a reunião do colegiado para definir a nova tarifa não tem data marcada.

Investimentos

Iris Rezende defendeu o reajuste da passagem como forma de cobrar investimentos das empresas no sistema. "A primeira coisa é colocar ônibus suficientes e novos, respeitar a população. Da nossa parte cabe também procurar melhorar o trânsito para facilitar o tráfego dos ônibus", declarou o prefeito da capital na última quinta-feira (23).

A renovação da frota caminha a passos lentos. Em 2014, no auge da crise do transporte metropolitano, foi proposto o Pacto Metropolitano pelo Transporte Coletivo. O documento previa 10 itens de melhoria no transporte, dentre eles a aquisição de 300 novos veículos que seriam inseridos na operação entre julho e dezembro de 2014.

Desde então, apenas 90 ônibus novos foram incorporados a RMTC. Os 70 primeiros foram apresentados em abril de 2015; e os demais em fevereiro de 2016. Apesar de toda a tecnologia empregada no transporte, a região metropolitana sofre com ônibus velhos na maioria da frota adquirida em 2008

Os investimentos do poder público para priorizar o transporte coletivo estão parados. De acordo com a Paço, as obras do Corredor T-7 serão retomadas até o fim de abril. O BRT Norte Sul, está com a verba federal travada devido a falta da contrapartida municipal na obra. As obras dos demais corredores de ônibus seguem sem previsão de obras.