Goiânia: Proposta sugere ciclovias em novos loteamentos

Tramita na Câmara dos Vereadores projeto para que os novos bairros criados em Goiânia devam ser planejados prevendo a criação de ciclovias, ciclofaixas e faixas-compartilhadas para o tráfego de bicicletas. A idéia é que sejam implantados nos novos loteamentos da capital, ciclovias nas vias expressas e arteriais, ciclofaixas nas vias coletores e faixa-compartilhada nas vias locais.

Em entrevista a reportagem do O Hoje, Ana Maria Vieira, professora do curso de Licenciatura em Geografia, afirma que o projeto é uma alternativa viável para Goiânia, pois a topografia da cidade facilita o transporte cicloviário. “É necessário que haja mais políticas públicas voltadas aos ciclistas e que ocorra o envolvimento de instituições representativas em ações conjuntas” destaca a professora.

Segundo Ana Maria, para que haja deslocamentos complementares, é necessário investir em infraestrutura, como o desenvolvimento de rotas de ciclovias que contemplem trechos próximos aos terminais de ônibus, além de melhorar os bicicletários, para que os ciclistas guardem suas bicicletas próximas aos terminais e continuem o seu trajeto no transporte coletivo.

Esta proposta foi apresentada pelo vereador Jair Diamantino (PSDC) em plenário semana passada. “O projeto tem como escopo preparar nossa cidade para o futuro obedecendo às diretrizes traçadas na Constituição Federal na Lei Orgânica do Município e no Plano Diretor”, justifica o parlamentar.

A caracterização das vias, determinada no projeto, é que ciclovias são pistas próprias separadas fisicamente do tráfego comum. As ciclofaixas, por sua vez, constituem-se em uma pista de rolamento delimitada por sinalização. Já a faixa-compartilhada é uma via aberta ao uso público e que além dos veículos motorizados é usada por bicicletas e pedestres com preferência para pedestre na calçada e ciclistas numa pista demarcada.

Segundo Diamantino, não há duvidas de que o transporte sobre bicicleta é o transporte do futuro e seu uso melhora a qualidade de vida trazendo benefícios para a saúde e para o meio ambiento e para o caótico trânsito. O vereador acrescenta que o uso da bicicleta “diminui a necessidade outros meios que “são poluentes, o que minimiza o impacto dos malefícios de agentes nocivos no já castigado meio ambiente”. E explica que “por não serem motorizados não produzem monóxido de carbono, assim como trazem menos poluição sonora, pois se trata de um veículo silencioso”, ressalta o parlamentar.

Fonte: O Hoje