Goiânia: Pistas inacabadas do BRT viram espaço para camelôs

Após dois anos do início das obras do Bus Rapid Transit (BRT) Norte-Sul, as pistas exclusivas onde passarão os ônibus estão paralisadas, sem previsão de retomada ou nomeação de qual equipe será responsável pela retomada das obras. O projeto assinado no início 2015 pela então presidente na época, Dilma Rousseff, juntamente com o antigo prefeito Paulo Garcia, firmou o início da construção.

As pistas estão quase que terminadas em alguns pontos da cidade, mas abandonadas, principalmente na Avenida Goiás, e próximo à rodoviária, camelôs se utilizam do espaço para vender seus produtos. Sem previsão de retomada dos trabalhos, algumas pessoas usam a obra como pista de caminhada e estacionamento irregular.

Em visita ao local, O Hoje constatou que ambulantes estão usando o espaço das pistas para vender produto próximo aos sinaleiros. Em frente ao Goiás Center Modas havia um rapaz com uma banca montada na pista ao lado da faixa de pedestre e sinaleiro que atravessa para o polo de modas.

Projeto

No projeto, o BRT integrará 148 bairros, e terá capacidade de atender 120 mil usuários por dia. Os 93 ônibus articulados irão operar em quatro linhas e interligarão 39 plataformas de embarque e desembarque, além dos seis terminais já existentes. Com extensão de 21,8 km, os ônibus transitarão em velocidade estimada de 28 km/h em uma via exclusiva. Iniciará no terminal Cruzeiro do Sul e terminará no Recanto do Bosque, na Região Noroeste.

No início do mês passado, O Hoje colocou em pauta a condição de abandono das obras, em que era perceptível o mato alto e lixo acumulado nos arredores da pista. Em alguns pontos, a Companhia de Urbanização de Goiânia (Comurg) trabalha com equipes fazendo a limpeza da Avenida Goiás Norte.

Respostas

Nesta tarde de segunda-feira (13) o prefeito Iris Rezende (PMDB) encontrou com o presidente da Caixa Econômica para negociar questões de cunho financeiro, que vão determinar a retomada de projetos parados por conta da má gestão do ano passado, que deixou uma dívida imediata de R$ 600 milhões e mensal de R$ 30 milhões. Nesta reunião foi discutida a retomada do BRT.

No entanto, por conta da situação financeira que a prefeitura se encontra, Iris pretende viabilizar pelo menos uma parte da verba do projeto, para que sejam retomados os trabalhos nas pistas do BRT. Foi agendada uma próxima reunião, desta vez com secretários de infraestrutura, financeiro e do governo para debater a nomeação da comissão responsável pela obra.

Quanto à invasão das pistas para atividades irregulares, a assessoria do prefeito informou que já está organizada uma equipe que atuará na fiscalização nas obras, para evitar esses usos inadequados que podem gerar riscos ou transtornos à população.

Fonte: O Hoje