Goiânia: Falta de segurança é o maior problema do Eixão, afirmam usuários

Reclamações de usuários do Eixo Anhanguera não faltam. Perguntados sobre o que precisa melhorar pela reportagem do POPULAR, que fez o percurso de 13,5 quilômetros, entre os Terminais Padre Pelágio e Novo Mundo, na tarde do dia 29 de dezembro (quinta-feira), eles foram unânimes em pontuar a falta de segurança como o principal problema do Eixão. Relatos de assaltos, furtos, brigas, gangues, acerto de contas e torcidas organizadas em dias de jogos foram algumas das situações enumeradas por eles e ouvidas pela reportagem.

Na semana passada, um rapaz de 19 anos foi esfaqueado no Padre Pelágio, durante uma briga, e morreu no hospital. O fluxo de passageiros é grande no local, com pessoas que vêm de Trindade e Goianira e esses casos têm se tornado corriqueiros. Aqueles que trabalham no local e passam por lá diariamente relatam as situações, desde que não sejam identificados, por medo de que possam sofrer alguma represália. No Terminal da Praça da Bíblia, vendedores ambulantes narraram o embate entre eles e os chamados batedores de carteira. A vigilância existe e, muitas vezes, tenta sem sucesso combater a investida dos assaltantes. Eles já até teriam, segundo uma vendedora, diante das inúmeras situações, colocado um apelido nos vendedores que percorrem as estações e terminais do eixo: “Eles chamam a gente de marmita de bandido”, relatou. A revolta é grande.

Outro problema relatado se refere às máquinas de cobrança, colocadas nas catracas. Alguns passageiros narraram situações de cobrança além do valor devido, sugerindo que em alguns locais elas estariam desreguladas. Em um determinado momento, durante o percurso feito pela reportagem do POPULAR, o passageiro Ricardo Pinto Vidal, de 42 anos, veio revoltado dizendo que tinha acabado de ser roubado pela catraca. Com os comprovantes em mãos e numa diferença de tempo de minutos, ele mostrou que havia acabado de recarregar o cartão. O saldo era de R$ 8,70 e, assim que eles o passou na máquina, o saldo caiu para R$ 3,75, ou seja, ele pagou R$ 4,95 pela viagem. Na hora, o vigia da estação estava bem ao lado da máquina e constatou o fato, dizendo apenas que não poderia fazer nada, já que não era competência dele.

Fonte: O Popular