DF: Investimentos no Metrô se concentram em manutenção e ajustes

Sem verba para grandes obras, a administração do Metrô-DF tem se concentrado em melhorias pontuais, como na manutenção dos trens. “Conseguimos avançar; já não há aquelas ocorrências frequentes de falhas e fogo nos trens”, avalia o presidente da Companhia do Metropolitano, Marcelo Dourado.

Para resolver definitivamente os problemas de manutenção, porém, a empresa precisa contratar novos servidores – o que não pode ser feito porque o DF está atolado no limite prudencial da Lei de Responsabilidade Fiscal desde o início da gestão Rollemberg e não pode contratar – um problema cuja solução não aparece no horizonte.

Autoatendimento

A empresa lançou, em novembro do ano passado, um edital para comprar terminais de autoatendimento para todas as estações. Hoje, é comum a catraca ser liberada em várias estações, sobretudo nos fins de semana, por falta de servidores para vender bilhetes.

O Metrô também está comprando painéis eletrônicos para mostrar qual o destino do próximo trem e quanto tempo ele vai demorar. O sistema de avisos já está em funcionamento na estação Arniqueiras desde abril do ano passado. Estão sendo comprados painéis para 14 estações – as mais movimentadas.

Possibilidade mais realista é conclusão de estações

O Metrô do DF tem cinco estações inconclusas em sua extensão, três na Asa Sul (104, 106 e 110) e duas em Taguatinga (Estrada Parque e Onoyama). Diante da dificuldade em conseguir verbas para construir novas estações, o governo candango aposta na conclusão das três no Plano Piloto como chance de deixar uma marca no sistema ferroviário.

Os projetos já estão prontos e, para concluí-los, são necessários R$ 74 milhões, que o presidente do Metrô, Marcelo Dourado, acredita ser possível liberar. “Temos contratos com o governo federal, com o Ministério da Fazenda, para usar verbas do fundo do FGTS para cobrir essas obras. É o mais viável para o Metrô”, avalia ele.

Outro projeto que está nos planos do governo é a compra de 10 novos trens, já que os 32 que existem hoje na frota já se mostram insuficientes para comportar a demanda. Também para tirar esse plano do papel é necessário contar com um financiamento externo difícil de conseguir.

Fonte: Jornal Metro Brasília