DF: Direção da Câmara quer convocar deputados para barrar aumento em passagens

A Mesa Diretora da Câmara Legislativa do Distrito Federal anunciou nesta segunda-feira (2) que vai convocar os deputados para votar a suspensão do aumento nas passagens de ônibus e metrô caso o governador Rodrigo Rollemberg não volte atrás no reajuste. As novas tarifas, que custam até R$ 5, passaram a valer também nesta segunda.

Uma reunião dos parlamentares com Rollemberg está agendada para esta segunda às 19h30. Se o governador mantiver o aumento, a votação do decreto legislativo deve acontecer na terça ou na sexta desta primeira semana de janeiro, o que suspenderia o recesso parlamentar válido até dia 31. Se o decreto for aprovado, o governador não pode barrar a decisão dos deputados.

Para que o aumento seja revogado pelos deputados, seria necessária maioria simples, de 13 votos favoráveis. "Não somos contra o aumento em si. Somos contrários a essas tarifas", afirmou o presidente da Câmara, Joe Valle (PDT).

Segundo o presidente da Câmara, a Mesa Diretora não saberia informar se a votação teria quórum porque os assessores estão levantando quais deputados estão em Brasília e podem estar presentes.

A proposta do decreto legislativo é suspender o aumento temporariamente para discutir qual seriam as melhores taxas para um reajuste. "Podemos inclusive entender que o melhor é nenhum reajuste", declarou Valle.

Para o vice-presidente, Wellington Luiz (PMDB), a reunião é necessária, por mais que ele acredite que o governador não volte atrás. Segundo ele, a Câmara precisa cumprir o rito. Sobre a justificativa do GDF da necessidade orçamentária do reajuste, o deputado do PMDB declara que "falta ao governador criatividade para melhorar a questão orçamentária". "Se ele melhorasse os pagamentos das diárias fundiárias por exemplo já poderia resolver parte das questões", afirmou.

De acordo com o presidente da Associação dos Usuários de Transporte Coletivo do DF, Vidal Guerra, o aumento é injustificado. "Não há por que o governo conceder aumento uma vez que o transporte continua sendo a porcaria que é hoje", afirmou.

Fonte: G1 DF