DF: Aumento de tarifas é necessário apesar de impacto político, diz Rollemberg

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O governador Rodrigo Rollemberg reconheceu nesta terça-feira (3) que a decisão de aumentar a tarifa das passagens de ônibus e do metrô tem impacto político, mas declarou que a medida é necessária para “evitar um colapso no sistema” do transporte público do Distrito Federal. Em entrevista ao G1, ele afirmou que o aumento foi anunciado no último dia útil de 2016 porque era o prazo limite para fechar o orçamento.

“É claro que a gente tem consciência de que não é bom do ponto de vista da popularidade fazer um aumento da tarifa de ônibus. Nós estamos fazendo por absoluta necessidade para que o sistema possa continuar funcionando e servindo à população”, disse. “Nós estamos equilibrando economicamente a cidade embora saibamos que isso tenha um custo político muito alto, mas isso é a responsabilidade de um governador.”

Segundo ele, o aumento das passagens foi necessário porque o gasto de 2016 para pagar passe livre para estudantes e pessoas com deficiência foi de R$ 600 milhões – enquanto o orçamento para este ano é de R$ 173 milhões. “[Se continuar do jeito que estava] O sistema só funciona até março. Se não tiver um complemento, nós vamos ter um colapso no sistema.”

Rollemberg também declarou que uma possível contribuição da Câmara Legislativa é bem-vinda para tentar resolver o impasse sobre os preços reajustados. Em uma reunião nesta segunda, os deputados se dispuseram a repassar R$ 50 milhões da sobra orçamentária para cobrir as gratuidades. Se isso acontecer, o chefe do Executivo disse que seria aberto um grupo de trabalho com o objetivo de reduzir a tarifa que custa R$ 5 para R$ 4,50.

Ele também defendeu novamente que a Câmara se comprometa a reduzir já no início de fevereiro reduzir a gratuidade do passe livre para estudantes de escolas privadas. “Os estudantes de escolas privadas, que muitas vezes que têm condição de pagar, têm gratuidade. Isso acaba contribuindo para sufocar todo o sistema.”

Ao G1, o governador negou que haja possibilidade de ser realizada uma nova licitação do transporte público nesta gestão por ser “muito difícil fazer uma licitação no prazo de dois anos”. A medida foi determinada pela Justiça em primeira instância e também foi sugerida pela CPI dos Transportes, em abril de 2016.

“É muito importante fazer uma auditoria em todo os sistema e buscar melhorar a qualidade do sistema evitando todo tipo de fraude. [....] É importante registrar que essa licitação não foi feita por nós, esse sistema e modelo não foram criados por nós, por nós estamos buscando administrá-lo, evitando as fraudes.”

Fonte: G1 DF