Entorno DF: Dívidas da Vian chegam a R$ 240 milhões. Grupo econômico poderá responder pelos débitos

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Por Rafael Martins

As dívidas da Viação Anapolina chegam à cifra de mais de R$ 240 milhões de reais. Reportagem do Diário da Manhã deste sábado (17) revelou que a empresa conta com um ativo de R$ 90 milhões, porém somente os débitos referentes a previdência social, outros tributos e contribuições, somam R$ 160 milhões.

Ao jornal, o presidente do Sindicato dos Rodoviários do Entorno disse que a dívida com os trabalhadores chega a R$ 40 milhões e que a decisão para a quitação já foi transitada em julgado, ou seja, não cabe recurso.

O juiz Eduardo Walmory Sanches, que decretou a falência, revelou ainda que algumas decisões tomadas pela Vian iam contra o traçado pelo Plano de Recuperação Judicial, o que contribuiu para a sua decisão final. "Uma das medidas adotadas pela empresa foi a dispensa de parte de seus funcionários, e os recontratando sem vínculo de emprego, como prestadores de serviço. Destarte, tal comportamento revela absolutamente inaceitável, uma vez que fere as cláusulas aprovadas no Plano de Recuperação Judicial, aprovado em Assembleia Geral de Credores", disse o juiz ao DM.

A reportagem também mostrou que a recuperação da Vian seria impossível, após parecer do novo administrador judicial da empresa, o advogado Waldomiro Azevedo Ferreira. "O administrador judicial apresentou relatório explanando as situações da crise vivenciadas pela empresa, opinando portanto pela convolação da Recuperação Judicial em Falência, notadamente por descumprimento de obrigação assumida no Plano de Recuperação Judicial", observou o magistrado.

Ainda de acordo com o DM, o grupo econômico que a Vian integra deverá responder pelas dívidas, já que com a aprovação do Plano de Recuperação Judicial do Grupo Odilon Santos, "o mesmo é pretendido para participar da arrecadação dos bens da massa falida da Viação Anapolina e contribuir com seus bens para a quitação do pagamento". 

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