Goiânia: PMDB irista quer evitar a venda do Eixo Anhanguera

O PMDB do prefeito eleito Iris Rezende vai atuar na Câmara de Goiânia e na Assembleia para evitar a privatização da linha do Eixo Anhanguera. “O Estado pode vender todos os ônibus da Metrobus, mas não pode transferir a concessão municipal da linha sem autorização da Câmara e da Prefeitura de Goiânia. O prefeito eleito pode, inclusive, assumir a concessão”, diz o deputado José Nelto, que esteve ontem de manhã no QG irista.

Como informado aqui na quarta-feira, o Estado decidiu que a Metrobus e o Iquego serão as próximas empresas privatizadas. Presidente da estatal de ônibus, Marlius Machado afirma que a concessão do Eixo é metropolitana e uma autorização para privatizar a linha seria da CDTC e não apenas da Prefeitura. “Mas o modelo que vamos adotar mantém a concessão na Metrobus, que fará operação consorciada com o setor privado. A estatal continuará a existir, mas como sócia minoritária, só não vai mais operar o Eixo Anhanguera. Isso vai viabilizar investimentos na modernização da frota e da linha”, diz.

Metrobus e Iquego serão as próximas privatizações

Decidido: a Metrobus e o laboratório Iquego serão as próximas estatais privatizadas no Estado. A Celg D será leiloada na próxima quarta-feira. “A Metrobus é o projeto piloto de sociedade que o Estado quer fazer com o setor privado. O edital sai neste ano”, diz Cyro Miranda (Goiás Parcerias). O governo deve ficar como sócio minoritário na operação do Eixo Anhanguera, a maior linha de ônibus de Goiânia.

“A FGV vai avaliar quanto vale a concessão da linha, mas o Estado deve receber mensalmente R$ 2 milhões. Hoje aporta dinheiro na linha”, afirma Miranda. O governo já colocou à venda 49% do controle da Iquego. “Existem duas empresas interessadas na estatal, que será comandada pelo sócio privado”, frisa o presidente da Goiás Parcerias.

Mas se o negócio fracassar, a Iquego entrará em liquidação até fevereiro. Para o primeiro semestre do próximo ano estão previstas a venda de ativos e a transferência de concessões na área de infraestrutura para o setor privado. Ainda não há estimativa de valores.

Fonte: Coluna O Giro/O Popular